Pensamentos Aleatórios Depois de 100 dias

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Uau, 100 dias sem publicar nada nesse espaço. E olhe que quando criei esse novo site a ideia era ser um pouco mais ativo do que o blog anterior.  Como a vida não se desenrola, não é mesmo prezados leitores?

Bom, vamos começar. E aí amigos, esse texto será como uma salada mista, se não fizer muito sentido, paciência. Algo bom é que eu não vou me preocupar com SEO (coisa chata e limitante para se escrever um texto). Esse meu espaço tem um alcance minúsculo e vai continuar assim mesmo, já que não tenho paciência para aprender e aplicar técnicas de aumento de tráfego.

Talvez num futuro, espero que próximo, eu vá prestar muita atenção nisso com o lançamento do meu curso de leilões, mas com certeza vou contratar alguém que entenda disso, pois eu não tenho motivação, tempo ou interesse de aprender.

Quando o que temos parece perder importância: ou uma breve história de como realmente somos humanos

 

Quem  acompanha blogs financeiros deve saber que nosso amigo Viver de Renda virou multimilionário com a sua aposta em BTC. Eu constantemente converso com ele e o frugal num grupo de whatsapp. O considero um amigo já. O conheço pessoalmente, inclusive fiquei hospedado na casa dele por alguns dias. Um cara bem bacana.

Em questão de semanas, ele ficou uns 10 milhões mais rico. Uau.  Na mesma semana, um conhecido meu, que inclusive entrevistei no meu podcast (se quiser confere lá, foi uma boa conversa), que mora na rua e talvez seja o melhor jogador de pôquer do país , tinha ganho um torneio com premiação de quase um milhão de dólares.

De repente, meus projetos imobiliários, meu patrimônio, minhas contas, pareceram “pequenas” demais.  “Eu deveria ter comprado BTC em 2014”. “E se eu começar a estudar pôquer, sou um cara razoavelmente inteligente, quem sabe eu não vire uma estrela também?”.

Quando somos noviços em meditação, meu caso, os mestres geralmente dizem que é difícil limpar a mente, e um primeiro passo é apenas observar os pensamentos.  Eu acho uma ferramenta extraordinária, analisar o que se passa em nossos pensamentos.

Estou com saúde aos 40 anos. Minha filha é uma máquina de energia e saúde. Venho surfando bastante. Minhas finanças pessoais apenas andaram para frente nos últimos três anos (data da minha exoneração como Procurador). Possuo amigos bacanas. Meu relacionamento é bom, tendo as dificuldades inerentes a qualquer convívio intenso entre duas pessoas.

Do que me importaria, de forma negativa, o sucesso financeiro de pessoas conhecidas na minha vida, nos meus objetivos e no estado geral de meu humor? Nada. Absolutamente nada.

E, não me entendam mal. Eu sempre quis (quero) o bem das pessoas, imagina de conhecidos, além do mais pessoas tão bacanas como o Viver de Renda e o Yuri (a estrela do pôquer).  Não era (é) inveja.  Ao refletir sobre o assunto, eu vi como por mais que estejamos bem na vida, somos suscetíveis a certas fraquezas. Talvez esteja em nossos cérebros, em como evoluímos.

Sim, sou humano, e pensamentos inconscientes para te jogar para baixo, apesar de você estar bem, podem se infiltrar em sua mente. O antídoto é analisar os seus pensamentos e refletir. Quando isso ocorre, podemos ver com mais clareza a nossa vida e a realidade, e com certeza isso tem o potencial de nos fazer mais fortes. É como me sinto.

E que o BTC vá a U$ 1.000.000,00 e o Yuri continue ganhando campeonato atrás de campeonato.

Covid-19

Eu, no começo dessa crise, me dediquei bastante a entender o que estava acontecendo, isso de uma perspectiva técnica. Tanto que escrevi 10 artigos a respeito, e os poucos leitores meus gostaram da qualidade do que foi produzido, ao menos assim é o que me parece.

Nos últimos 6-8 meses, eu deixei esse tópico de lado. Mas, tenho que confessar que me preocupa muito o rumo que o mundo está tomando.

Parece que perdemos a capacidade de debater com nuance. Nem vestir máscara é a solução, e nem se pode dizer que máscara não serve para nada. Vestir uma máscara num ambiente externo ventilado e sem pessoas por perto é insano. Não vestir um máscara num ambiente interno sem muita ventilação com pessoas ao redor no meio do agravamento da crise talvez não seja muito sábio.

Isso é apenas um exemplo. Vacinas, lockdown, etc. O fato, porém, que talvez devesse ser muito melhor discutido, é o aumento do poder do Governo sobre as liberdades mais mínimas dos cidadãos.

O direito de ir e vir é um dos mais importantes em nossa Constituição. Será que um prefeito de uma cidade de 100 mil habitantes por meio de um decreto pode ter o poder de dizer quem pode ou não circular a partir de um determinado horário? E se sim, esse poder pode ser exercido sem evidências científicas sólidas, ou seriam necessárias evidências sólidas que a medida poderia ter algum impacto positivo?

Eu apenas acredito que muitas pessoas estão aceitando decisões sem ao menos discutir as implicações de médio-longo prazo para a qualidade de vida da sociedade em geral.

Tempos difíceis.

Leilões

No decorrer da pandemia, eu consegui vender todos os meus imóveis. Sim, de dezenas de imóveis, essa semana vendi o último deles. Eu não iria mais participar de concorrência, mas acabei comprando dois apartamentos em leilão, porque o preço estava bem descontado. Bah, não sei se devia ter feito, mas enfim está feito.

Algumas pessoas fecharam consultoria comigo, e está sendo um processo bem bacana. O feedback até agora está sendo bem positivo. Como a minha consultoria é bem precificada (o que afasta a maioria das pessoas que me procura via e-mail), quem paga realmente está interessado em colocar energia e tempo para entender o material que produzi.

Uma pessoa já está revisando o material do ponto de vista da gramática, conexão de ideias, etc. Outra pessoa irá cuidar da montagem de quadros, animações. Já revisei todo o material, e fiz um protótipo de roteiro de 40 aulas. Penso em cada aula de 10-15 minutos, então seriam algumas horas desse futuro curso.

O material é denso, e em nada se compara com os cursos genéricos que existem na internet. É quase que uma “especialização” no tema.  Esse projeto eu preciso levar a termo em 2021, para tirar da minha cabeça. Espero conseguir.

Enquanto isso, continuarei  aprestar mentoria/assessoria. Minha ideia é “robustecer” o material. Além do mais, com 15-20 pessoas treinadas por mim, terei contatos em vários lugares do país em que poderei confiar em ter operações em conjunto. Eu não tenho mais interesse em tocar operacional, falar com ocupantes, negociar com eletricista, falar com advogados, etc. Acabou o “meu saco” para isso. Mas, se eu tiver pessoas treinadas por mim em vários lugares do país, talvez possa deixar em aberto a possibilidade de ainda fazer operações em leilão, mas apenas na função de coordenar e partilhar da minha experiência.

Se você tiver interesse, apenas escreva um e-mail para mim. Porém, já saiba de antemão que a minha mentoria/consultoria/material é bem precificada. O que posso garantir é um material único, extremamente técnico e detalhista e que vai direto ao ponto, sob várias perspectivas, apesar de ter mais de 600 páginas.

É isso meus amigos, um abraço!

Surfe
Venho surfando bastante, especialmente bem cedo como as 5 e 30, vendo o sol nascer. Momentos como esse são demais.

26 respostas para “Pensamentos Aleatórios Depois de 100 dias”

    1. É verdade, John.
      Iríamos colocar a Serena na escola, eles iam exigir o uso de máscara (ela tem 2 anos). Eu estudei um pouco o assunto, e vi que a OMS e a Unicef são contrários ao uso de máscara em crianças abaixo de cinco anos. Do que importa se há um decreto municipal dizendo que máscaras são obrigatórias em crianças na escola a partir de 2 anos?
      Complicado.
      Um abraço!

  1. Olá, Tiago.

    Seja bem-vindo de volta.
    Nessa pandemia estamos vendo que a maioria dos políticos gostam de agir como um ditador. E o incrível é que muitas pessoas gostam e apoiam sem questionar nada. As pessoas andam com tanto medo que vi muita gente na zona rural andando de máscaras dentro do mato sem ninguém por perto.
    Que bom que você conseguiu vender os imóveis.
    Apesar da pandemia meus parentes e familiares não foram muito afetados, mas vejo muita gente quebrando por causa dos fechamentos.

    Abraços!

    1. Fala Cowboy!
      Sim, eu sempre fui considerado por alguns “esquerdista”, apesar de realmente não gostar de rótulos.
      Eu creio que sociedades só funcionam bem com estados fortes no que precisam ser fortes.
      Porém, é inegável que quando se dá poder para algum grupo de pessoas ou instituições, é de certa maneira ingênuo acreditar que esses grupos e instituições vão voluntariamente abrir mão desse “novo poder” adquirido.
      Veja, talvez estados precisam em momentos de crise ter esse poder, em casos de guerra e graves pandemias. Imagine se o COVID ao invés de uma IFR de 0.5-0.7%, a IFR fosse de 5-7% ou 10 vezes pior (como é o caso do SARS-Cov de 2002-2003), a nossa sociedade teria colapsado se fizéssemos as mesmas coisas que fizemos durante 2020.
      Mas, deveríamos estar sendo mais céticos, discutindo mais, refletindo mais sobre as nuances, com certeza.
      Um abraço!

  2. Muito interessante essa reflexão Soul, cara, penso igual você, tem vezes que paro pra pensar no sucesso alheio e fico com invejinha ou desejando aquilo pra mim sendo que se eu parar e olhar o próprio bico eu sou um puta de um privilegiado com uma vida boa, pq to ali mirando em algo só pq aparenta ser melhor? Altas vezes já me peguei “desejando” mal sendo que no fundo só quero o bem praquela pessoa, ver ela, entre aspas, mas bem sucedida, parece que dispara um sentimento revoltante.

    Enfim, gosto de ler sobre pessoas que tem o mesmo “problema” e consigo perceber esses pensamentos melhor com a meditação.

    Abçs

    1. Fala meu amigo.
      Bem-vindo ao time dos humanos:)
      Não podemos ser tão duros com a gente por “falhas” humanas, e nem podemos ser tão complacentes para impedir que a gente evolua.
      Se você reflete sobre isso, se toma atitudes para melhorar, você já está num ótimo caminho.
      Um grande abraço!

  3. Post bacana Soul, a blogosfera tem morrido aos poucos, será que ir para o twitter não seja a solução de mais audiência? O problema de ter mais audiência é o haterismo, talvez nem compense por conta disso.

    Fico aguardando o curso, meu conhecimento técnico e meu dinheiro ainda não permitem atuar nesse ramo, mas é algo que acho interessante e pode ser bacana investir no conhecimento para nos próximos 5-6 anos estar pronto.

    1. Opa, Marco. Eu realmente não quero audiência por audiência.
      Twitter, que eu não participava até uns 12 meses atrás, pode ser extremamente tóxico, talvez a mídia social mais tóxica de todas.
      Beleza, valeu pelo comentário!
      Um abraço

  4. Boa tarde.
    Tenho interesse no ensinamento sobre leilões, inclusive no outro blog havia deixado sugestão de temas. Me esclareça uma dúvida que fiquei, desistiu da ideia do livro? Ou agora haverá o livro + treinamento?
    De toda forma aguardo contato por e-mail.
    Att,

    1. Oie Lenilson.
      O livro está pronto, porém achei que não valeria a pena simplesmente lançar um livro.
      Nesse primeiro momento estou oferecendo o material mais 2 horas comigo. Com a leitura do material e o tempo comigo, acho suficiente para a pessoa ter uma boa base e andar com os próprios pés.
      No futuro, pretendo daí criar um curso com vídeos-aulas.
      Um abraço!

  5. Fala Soul! Excelente post, você faz falta por aqui. Como eu já disse anteriormente, sei dos seus corres e prioridades, mas como somos um ser social me alegro ao encontrar semelhantes. Da seus corres e volta a escrever por aqui quando der. Um abraço

  6. Grande Soul, espero que esse ano seja o último da pandemia e 2022 possamos ter uma vida normal.

    Essa sua mentoria e material devem ser de altíssima qualidade e a precificação vai pagar muito mais para quem aproveitar e souber investir.

    Acho que como vcs dois estão em casa dava pra ir tocando alguma coisa de homeschooling esse ano com a pequena. Não se se uma criança de dois anos ficaria algumas horas com máscara.

    Esse ano tá bom pra vender imóveis né? Espero que eu venda rápido aquela casa que comprei no leilão.

    Abraço meu amigo!

    1. Fala Frugal!
      Homeschooling de uma criança de dois anos é brincar com ela, ler alguns livros infantis e no nosso caso específico levar ela muito para a praia e o mar (algumas vezes vamos de manhã e tarde).
      O ano passado foi muito bom. Esse ano espero que seja bom tb, especialmente que tenho muitas casas sendo construídas.
      Vai conseguir sim:)
      Um abraço meu amigo!

  7. Me preocupa demais ver como as pessoas buscam sua salvação no governo — estranhamente, o governo formado por aqueles mesmos bandidos que todos adoram criticar.

    O governo, por sua vez, e como esperado, faz qualquer coisa para parecer que está se mexendo, independente se isso tem qualquer evidência de que funciona — especialmente se for algo que “obviamente” ajuda, como máscaras e lockdown (entre aspas porque, como você certamente sabe, nem tudo que “obviamente” é verdade acaba sendo verdade — no caso da nutrição, é óbvio que comer gordura engorda, mas como sabemos, é o contrário).

    Aliás, e também como esperado, me parece que a pandemia está sendo um prato cheio para corrupção e desvio de dinheiro — corrija-me se estiver errado, mas me parece que estamos há um ano lutando contra isso, e despejando trilhões de reais em dinheiro, mas não se vê resultados proporcionais, como aumento nos leitos de UTI, ou infraestrutura para produção de vacinas. Parece que o dinheiro simplesmente foi pelo ralo.

    Falando em lockdown, vejo muitas pessoas que defendem lockdown, mas que aparentemente não se aplica a elas. Até mesmo na minha família, vejo gente que clama por lockdowns cada vez mais pesados, mas que são as primeiras a desrespeitá-lo por qualquer motivo razoavelmente fútil. Por exemplo: ir em supermercado várias vezes por semana — isso é totalmente desnecessário, dava para fazer uma compra do mês e pedir via iFood itens pontuais como frutas e verduras.

    O ser humano precisa evoluir muito. O correto seria não ter governos impondo lockdown algum, ao mesmo tempo que as pessoas tivessem consciência que devem evitar ao máximo sair de casa. Infelizmente, nos falta muita maturidade.

    1. Opa, colega, tudo bem?
      Não sei se quando se ganha escala, grupos humanos podem se manter minimamente coesos e pacíficos sem uma estrutura de governo.
      Não creio existir nenhum exemplo na história de que isso seja possível. Mas, realmente, colocar a salvação própria em governos um erro, apesar de muitas pessoas, por circunstâncias alheia à vontade das mesmas, dependerem de ajuda do governo.
      Eu creio que a melhor maneira de se ter uma boa vida é procurando entender o que se passa na cabeça das outras pessoas, e tentar fazer isso da maneira mais de boa-fé possível. Por qual motivo alguém quer um lockdown mais severo e mesmo assim vai ao supermercado várias vezes por semana? Desconhecimento? Má-fé? Necessidade de ao menos ver outras pessoas? Hipocrisia? Uma mistura de tudo?
      Acho que só assim conseguimos estar em paz com nós mesmos. Provavelmente se estivéssemos na Holanda na década de 40 seríamos guardas nazistas e não Annies Franks, logo precisamos reconhecer as nossas próprias limitações e fraquezas, e não nos iludir que nossa ética é necessariamente superior em todos os momentos.
      obs: Nem gordura, nem carboidratos, e muito menos proteínas “engordam” per si. A história é alguns graus mais complexa do que isso:)

      Um abraço!

      1. Penso que uma coisa é ter alguma estrutura de governo (por exemplo, para garantir justiça, policiamento, defesa de fronteiras, atividades básicas como essa), e outra é este monstro que se criou nas últimas décadas. Hoje o governo toma conta do cidadão do berço ao túmulo, dita tudo o que pode fazer e o que não pode, o que é “essencial” e o que não é, se intromete em todos os setores, é sócio majoritário de muitos empreendimentos (por meio dos impostos cobrados, mas se der prejuízo, aí é problema dos empreendedores), dá vantagens para alguns setores em detrimento de outros, cria uma burocracia imensa para fazer qualquer coisa, gerencia um esquema de pirâmide conhecido como seguridade social, etc.; e é claro, cobra muito, muito, muito caro por tudo isso. Certamente você já pagou muito imposto na vida e sabe do que estou falando. Ainda acredito que os historiadores dos próximos séculos se horrorizarão com a situação que deixamos as coisas chegarem. Talvez eu esteja errado sobre o tamanho que o estado deve ter, mas em uma coisa tenho certeza que estou certo: ele jamais poderia ter chegado perto do tamanho que tem no Brasil hoje, por exemplo.

        Sobre as atitudes das pessoas em relação ao lockdown, o que quis dizer justamente é que as pessoas tem um pensamento quando se trata “dos outros” (ou seja, todos devem fazer lockdown para frear o avanço da pandemia), mas quando essas restrições começam a pesar para elas, então de repente o desrespeito delas ao lockdown é aceitável. Existe uma certa dissonância cognitiva, onde a pessoa não pára para pensar que, se todo mundo se comportar como ela está se comportando, não vai existir lockdown coisa alguma. Aliás, nisso não é diferente dos políticos (adoro voltar neles): o exemplo escancarado dessa atitude é o Dória que mandou fechar São Paulo, mas correu para tirar férias em Miami. Ou o Felipe Neto, que criticava todo mundo, enquanto estava lá jogando suas partidas de futebol. O motivo, a meu ver, é muito simples: o ser humano é um animal social, ele precisa desse contato, não é natural mantê-lo preso da forma como estamos fazemos. Pessoalmente, ainda tenho medo do que pode acontecer num futuro breve com a saúde mental das pessoas.

        “Nem gordura, nem carboidratos, e muito menos proteínas “engordam” per si” — beleza, quem está por dentro do assunto sabe que isso é verdade. O que quis dizer é o seguinte, saia na rua, pare uma pessoa aleatória, e pergunte para ela qual macronutriente engorda. Penso que há uns 90, 95% de chance que ela vai responder “gordura” (e se fosse há uns 10 ou mesmo 5 anos atrás, eu daria pelo menos 99%). Nesse sentido que eu digo que, para as pessoas, é “óbvio” que comer gordura engorda, mas quem leu a literatura científica sabe que isso não é verdade. Da mesma forma, as pessoas acham óbvio que lockdown e máscaras são necessários para conter a pandemia. O que será que a literatura científica dirá a respeito disso quando houver tempo para saírem estudos com a necessária qualidade a respeito? Eu acho que descobriremos que, por exemplo, o caminho da Suécia (com algumas correções, é claro) se mostrará como um bom exemplo. Mas recai na questão das pessoas terem um nível de consciência que, na minha visão, não se pode esperar do brasileiro médio nem nos próximos 100 anos. Somos um país muito atrasado.

        1. Fala colega,
          a) Claro, entendo e compartilho com algumas das angústias e reflexões suas sobre Estado, relações sociais, etc. Eu já acho que daqui séculos a maior probabilidade é que nem mesmo humanos existam mais. Ou teremos nos tornado indistinguíveis dos algoritmos, máquinas, etc, seremos quase que uma espécie diferente. Ou seremos extintos por nós mesmos. Ou seremos extintos por IA. Difícil imaginar daqui 300-400 anos uma simples continuação do que temos hoje, aliás esse é um erro muito comum. Então, acho difícil que historiadores daqui alguns séculos, se eles existirem, vão se preocupar ou ficar “horrorizados” com o conceito de seguridade social. Talvez seja um assunto irrelevante ou aquelas notas de rodapé de tomos históricos.

          b) Eu entendi perfeitamente o seu ponto de vista. Minha colocação foi no sentido de que sim o que você disse é bem provável que seja uma das explicações. Porém, acredito que haja uma variedade enorme de explicações. Acho que as fraquezas que vemos nos outros, inexoravelmente também existem na gente. Mesmo se não existisse na gente, isso apenas aumentaria a nossa responsabilidade de entender as pessoas, pois estaríamos em outro plano de evolução. Por fim, estarmos em constante estado de stress pelos outros, apenas ativa nosso sistema simpático, nosso eixo HPA, e isso é deletério para a nossa saúde e bem-estar fora dos contextos evolutivos que esses sistemas biológicos evoluíram. Com certeza somos sociais, precisamos de interação, precisamos ver os rostos, precisamos de carinho, amor, cuidado, concordo plenamente.

          c) Se alguém comer gordura em excesso do que o organismo tem de gasto energético, a pessoa invariavelmente irá ganhar tecido adiposo. Mas, sim, por questões históricas foi inculcado que a gordura em si seria um macronutriente ruim per si, o que não faz sentido, já que evoluímos por centenas de milhares de anos nos alimentando de alimentos com todos os tipos de gordura (inclusive saturada). Essa mentalidade, infelizmente, ainda persiste nas mentes das pessoas, inclusive de profissionais de saúde.
          Sobre como analisaremos a crise de COVID, só o tempo dirá. Você cita a Suécia. A Suécia possui 50% da população morando sozinho, só esse aspecto já a faria incomparável com quase qualquer país de renda média para baixo. Mesmo assim, a Suécia dentre países semelhantes possui taxas de mortalidades variando de 300 a 1000% a mais. Mesmo dentro da situação da Suécia há muitos nuances, como a maioria das mortes ter sido na população bem idosa em em casas de repouso, por exemplo. Mas, você tem razão só com o passar do tempo poderemos analisar com mais calma o que aconteceu e está acontecendo, mas geralmente é assim com tudo.

          Um abraço!

  8. Oi Thiago,

    Bom saber que está tudo em ordem. Outro dia desses ate pensei em escrever um e-mail para saber como estava.

    Sucesso na empreitada do curso de leilão e nos demais objetivos para 2021.

    Abração!

    1. Opa amigo, é mesmo?
      Pois é, também sinto falta de fazer, mas dá um trabalho se preparar, fazer uma entrevista bacana, legal, sem achismos, para no final ter tão poucas visualizações.
      Mas, enfim, vamos ver.
      Um abraço!

  9. Meu caro Soul, bom saber que vc não abandonou a blogosfera.

    Veja, se vc se arrepende de não ter comprado btc, imagina o meu arrependimento de ter comprado e vendido quando ultrapassou 5k.

    Vc que estuda bastante questões relacionadas à saúde, o que acha/tem algum conhecimento relacionado a nootrópicos.

    Eu sou servidor público e na época que estudava tomei muita ritalina.
    Parei de tomar após atingir meus objetivos, mas sinto falta dos efeitos, me deixava mais concentrado e com mais energia.

    Pesquisando alternativas na internet, vi muito material falando sobre nootrópicos, mas ainda estou em dúvida de qual usar e onde comprar confiáveis.

    1. Fala Dede!
      Eu nem me arrependo de não ter comprado não, foi apenas um pensamento que brotou e já passou:)
      Cara, eu nunca estudei a fundo, na verdade nunca estudei nada, sobre nootropicos.
      Mas, como um pré-conceito já tenho um certo receio, pois com fármacos sempre há um trade off.
      É preciso saber exatamente o que se está fazendo, para qual objetivo e quais são os riscos, em minha opinião.
      Um abraço!

  10. Olá, Soul!
    Muito bom ver um post novo. Seus textos despertam muitos pontos para reflexão. Alguns aspectos tenho opinĩão divergente, mas todos exigem parar para pensar um pouco mais. Concordo que precisamos rever que poderes outorgamos ao Estado devido a pandemia e se está valendo a pena. Uma duvida: sua consultoria pressupõe bacharelado em Direito?

    1. Fala meu amigo, tudo bem?
      Não, não pressupõe.
      Acredito que montei um material que seja inteligível, prático e efetivo para um completo leigo em direito, mesmo o material também podendo ser aproveitado por um juiz de direito (ou seja, alguém super especializado na área) também.
      É claro quem tem formação jurídica navega mais fácil na parte que trato da técnica e decisões judiciais de leilão (umas 350 páginas), mas as outras 350 páginas envolvem vários outros tópicos.
      Um abraço!

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