O COVID-19 e reflexões pessoais

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E aí amigos leitores. Já faz um tempo que não escrevo sobre COVID-19. Sim, bastante tempo na verdade. De certa maneira eu perdi um pouco o interesse nos últimos meses, depois de mergulhar de cabeça no estudo de vários aspectos dessa “crise” de saúde pública. Nesse texto, vou compartilhar algumas opiniões sobre diversos temas relacionados à pandemia.

Olha O Efeito Dunning-Kruger aí…

Talvez quem esteja lendo esse texto saiba que eu escrevi uma série de 10 artigos sobre o tema no meu antigo blog. Sempre tive o cuidado de escrever que eu era leigo, e as pessoas deviam ler o que eu escrevia sobre o tema apenas como uma tentativa de um amador fazer sentido do que estava ocorrendo.

Pois bem. Mesmo naqueles textos, apesar de me esforçar, eu cometi alguns erros muito básicos. Por exemplo. Num artigo eu disse que Natural Killer Cells (NK) seriam parte do sistema adaptativo. Um erro grosseiro.

Entretanto, ainda bem que sempre soube que meu conhecimento era limitado. Isso me fez aprender bastante. Hoje, apesar de continuar sendo leigo e amador (e não poderia ser de outra maneira) sei muito mais como o nosso sistema imune funciona, e é um assunto muito bacana de se estudar.

Portanto, cometi erros, ainda continuo sabendo pouco, mas fui capaz de aprender muitas coisas sobre várias áreas, o que não deixa de ser interessante.

A Polarização sem qualquer sentido

Amigo, se você acha que um remédio (cloroquina) deve ser debatido em redes sociais, ou defendido politicamente, você está precisando de uma terapia de choque de ciência.

Eu acho que é uma grande infelicidade que pessoas, sem querer se esforçar para entender minimamente os pontos de discussão, estejam tão propensas  a querer debater, ou até mesmo ofender outros.

Eu acho que é uma consequência, uma das, de algoritmos de IA, e de como as redes sociais são estruturadas.  Algo que debati num podcast sobre IA com o grande Pena:

Ou discutido de forma brilhante no sensacional documentário:

Eu não sei como sairemos dessa. Infelizmente, uma crise de saúde pública ao invés de unir o pais, ou o mundo, em torno de objetivos em comum, parece que fez o contrário.

Poderia ser uma chance para darmos mais valor a ciência e aos cientistas, para pensarmos em nossas saúdes, e como melhorar a nossa própria vida. Talvez algumas pessoas reflitam sobre isso, mas muito provavelmente será uma minoria.

A Imunidade Cruzada, Imunidade Celular, Imunidade de Rebanho a 20-30%

Se me perguntassem o que acho da situação do COVID-19 no Brasil, o que raramente alguém me questiona, eu simplesmente diria que nosso país, e países como os EUA, tiveram e estão tendo muita sorte.

Se esse vírus fosse um pouco mais letal, e se não houvesse alguma espécie de imunidade cruzada, eu acredito que o Brasil teria colapsado.

Eu escrevi um pouco sobre o tema (de imunidade) nesse artigo

COVID-19, Atualidades Sobre a Doença. Para onde vamos?

E por qual motivo a sorte? Apesar de ser um vírus com uma estrutura diferente, tanto que é chamado novo coronavírus, há uma família de coronavírus, e quatro deles são responsáveis por 30-40% dos resfriados.

Alguns estudos demonstraram, apesar de ser amostras pequenas, que pessoas não expostas ao SARS-CoV-2 tinha resposta imune celular (via células T).

Isso foi surpreende (ao menos para mim, leigo). Isso quer dizer que eu Thiago posso ter uma certa proteção prévia ao SARS-CoV-2 por já ter sido exposto a outros coronavírus que causam resfriado. Ou talvez essa resposta imune seja pela exposição a um outro vírus. Até onde eu sei não se sabe.

Além do mais, quando comecei a escrever a série sobre COVID-19, quase todos os especialistas falavam apenas sobre resposta de anticorpos que são produzidos pelas células B.

Muitos estudos de anticorpos começaram a sair mostrando que regiões duramente afetadas, como NYC, tinham apenas de 15 a 20% de pessoas com anticorpos.

Isso foi uma péssima notícia. Mas, não houve mais surtos de infecção em NYC. Muitos, e eu também em minha “leiguice”, que talvez esse vírus encontre uma barreira grande para provocar grandes surtos, depois que um percentual de 15-20% de uma população é infectada.

Será imunidade cruzada? Será pessoas que não desenvolvem anticorpos detectáveis aos exames? Será que o limite para uma “imunidade de rebanho” é bem inferior aos 60-70% estimados inicialmente?

Talvez seja uma combinação disso tudo. E onde entra a sorte do Brasil?

Bolsonaro, Mandetta, o outro ministro da saúde que logo foi demitido, todos repetiam que havia a possibilidade de 70% da população ser exposta. Porque essa era a ideia inicial.

Mas se isso fosse verdade, mesmo que o índice de fatalidade da doença(IFR) fosse de 0.4-0.5% (que é mais ou menos o que se acredita hoje em dia), estaria a se falar de 700-800 mil mortos no país. Fora a necessidade de hospitalização de milhões de pessoas.

O sistema colapsaria e as consequências seriam imprevisíveis. Se 70% das pessoas fossem suscetíveis, e o IFR fosse de 2-3%, o que não seria nada absurdo para uma epidemia de um vírus respiratório fora de controle, estaríamos falando de milhões de mortes e dezenas de milhões de hospitalizações.

Seria o caos total.

Então, sim, mesmo o Brasil e os EUA sendo incompetentes, apesar do grande sofrimento em perda de vidas, polarização estúpida da sociedade, mesmo assim tivemos sorte porque o mal poderia ser muito pior.

Eu não estava preparado, e ainda não estou e Você?

Bastava a IFR ser um pouco maior, e a incidência potencial maior, para o caos ter se instalado aqui no país. Estou falando de desabastecimento de comida, convulsão social, aumento exponencial de crimes, etc, etc.

Eu não estava preparado e ainda não estou.

Cada vez mais penso em comprar um pedaço de terra, com acesso a fonte de água potável limpa, onde eu possa plantar e criar alguns animais, e que eu possa usar energia solar.

E ,sim, penso até mesmo na posse de uma arma. Não chega a ser uma mudança de opinião, pois eu sempre achei razoável a posse de arma em propriedades rurais.

Além de acreditar que uma vida mais integrada com a natureza tem um grande valor, para mim ficou evidente que eu sou extremamente vulnerável a crises.

Isso vai muito além de ter um portfólio, dinheiro para independência financeira ou dinheiro no exterior.

Se antes eu não cogitava a ideia, agora passo a vislumbrar com um pouco mais de força.

Mercados Financeiros

Eu sei pouco sobre finanças, essa é a verdade. Durante alguns anos (2013-2015), eu estudei para aprender mais sobre o tema, e para responder a minha pergunta “preciso continuar sendo Procurador Federal?” com um pouco mais de segurança.

Não sei para os os mercados financeiros vão ou deixarão de ir.

O que posso dizer, se é que alguém possa ter interesse, é que o Brasil está muito pior do que estava no começo do ano. Na verdade, em minha opinião, o Brasil está muito pior até mesmo do que no governo da Dilma, mas isso é apenas a minha opinião.

A dívida/PIB no final de 2020 vai estar muito maior.  Nossa economia provavelmente no final de 2021 vai estar num nível menor do que no final de 2019.  O Brasil está se isolando internacionalmente. O “fiador” da política econômica do governo, o Sr. Paulo Guedes, se transformou de um super ministro, num anão sem qualquer relevância.

Então, por qual motivo a bolsa está no mesmo patamar? Ou os juros a 2% ao ano?

Eu não sei. Talvez porque o FED, e outros governos, injetaram novamente trilhões para dar liquidez, comprando um monte de títulos?

Não sei. E se você quiser se aprofundar, visite o site do Instituto Mises, que apesar de sua parcialidade em vários tópicos, nestes relacionados a política monetária, eles são bem bons e técnicos.

Será que está tendo uma grande transferência de riqueza via governos e mercado acionário? Talvez.

Será que isso não vai criar um turbilhão social, como está acontecendo nos EUA que estão prestes de explodir? Quem sabe.

Eu, mesmo sendo leigo e amador, tenho algumas pulgas atrás da orelha sobre essa recuperação tão rápida e vistosa dos mercados acionários.

E, não, eu acho improvável que 2% ao ano de taxa básica de juros num país tão bagunçado como o nosso, seja uma realidade de médio-longo prazo. Mas, eu sou bem ruim de previsões, e posso estar completamente errado.

Mas, tá o que eu estou fazendo em relação às minhas finanças?

Minhas Finanças

Acreditem ou não, mas essa crise não só não me atrapalhou, mas como eu ganhei dinheiro.

Houve uma procura imensa por imóveis. Vendi vários imóveis, e algum deles pelo preço pedido, sem um real de desconto.

Quem conhece o blog anterior, sabe que eu tinha um caso enrolado e bem complexo relacionado a um imóvel em leilão, numa cidade a 3000km de distância.

Tive que fazer sustentação oral num tribunal desconhecido, e o meu bom amigo Viver de Renda até mesmo me hospedou em sua casa.

Pois não é que eu resolvi a pendência, e já vendi o imóvel, fazendo com que fosse uma operação com 60-70% de retorno líquido em algo como 24 meses.

Outro imóvel a venda desde 2017, que estava encalhado, está para sair por um preço razoável. Minha pior operação, mas creio que o meu retorno nominal será ainda positivo, o que tinha perdido as esperanças.

Eu iniciei um projeto de construção de casas de alto padrão. Fiquei muito inseguro por causa da pandemia de continuar a obra. Fui convencido pelos parceiros construtores que as pessoas teriam a tendência de querer mudar para uma boa moradia.

Dito e feito. Já vendi uma, não preciso colocar mais dinheiro na obra, e há duas boas propostas pendentes para vender as outras duas, e a obra só termina em janeiro de 2021.

Já estou em conversas, com os mesmos parceiros, para lançar outros projetos semelhantes, mas agora com seis casas.

Portanto, nada a reclamar, pelo contrário.

Em relação ao mercado financeiro, em março quando começou a dar vários circuit breakers, eu voltei a estudar ativos (especialmente bancos).

Entretanto, não comprei nada. Na real, o que mais tem são oportunidades pelo mundo.

Minha Saúde

Continuei comendo bem. Continuei fazendo exercícios. Todo dia me exponho ao sol, ou ao mar gelado. Voltei a surfar com muito mais frequência. Aproveito bastante o convívio com a minha filha.

A pandemia apenas me fez ver ainda mais fortemente como temos que estar bem física e mentalmente para encarar os mais diversos desafios.

Se você, acima do peso e sedentário, não começou a se mexer, está esperando o que? Se numa pandemia onde obesidade, diabetes, hipertensão, são associadas a desfechos piores, o que mais falta para você abrir os olhos e ver que você precisa dar a devida atenção à sua saúde?

Conclusão

Esse texto foi um emaranhado de opiniões exclusivamente pessoais sobre um monte de tema.

Em suma, o Brasil teve sorte, o SARS-CoV-2 ainda possui muitos mistérios, o pior, ainda bem não se manifestou e dificilmente se manifestará, alguns países lideram pessimamente com a crise.

Minha saúde e finanças nunca estiveram tão fortes, é isso, um grande abraço!

 

30 respostas para “O COVID-19 e reflexões pessoais”

  1. Fico contente pela boa forma financeira/mental, e pela volta dos posts : )

    Tenho dúvidas se uma terra com recursos e uma proteção armada seriam suficientes em uma crise grande. Amenizaria talvez, mas não sei o quanto o isolamento de fato seria efetivo principalmente no Brasil…

    Sobre a bolsa de valores, eu procuro papéis mais seguros e acabo aportando (FIIs / Ações) mesmo que eu também não entenda muito como estamos nesses valores de taxa de juros não acho nada melhor pra fazer com o dinheiro… e olha que não tenho tenho 10% do patrimônio que imagino você deve ter.

    Os episódios do podcast estão ótimos.

    Um abraço!

    1. Opa Pelicano.
      Ah, concordo contigo. Mas um pedaço de terra com fonte de água e produção de alimento, além de ser uma ideia bacana, acho que dá mais robustez. Porém, numa crise intensa e muito prolongada, também acredito que não seja suficiente.
      Sim, eu acho que quem está acumulando, tem que ir aportando mensalmente em bons papéis, e deixar meio que para lá essas discussões.
      Talvez essa mentalidade que eu precise resgatar, colocar um dinheiro para aportar e ir aportando em 24-36 meses.
      Um abraço!

    1. Opa Jota!
      Sabe aquela história do copo meio cheio ou meio vazio? No ambiente que está hoje, talvez a pessoa que escolha uma interpretação ou outra, seja taxada de alguma preferência política.
      Veja, como iria se saber que pessoas não expostas ao SARS-CoV-2 poderiam ter alguma espécie de imunidade? Eu acho que em março, era muito difícil colocar isso como uma premissa.
      Portanto, eu tendo a acreditar que tivemos mais sorte do que juízo.
      Um grande abraço!

  2. Prezado,

    Muito interessa suas considerações.

    Gostaria de sanar algums dúvidas:

    1) Sobre imunidade cruzada, li em textos jornalísticos que a epidemia de dengue no Brasil poderia ter contribuído de alguma forma para fortalecer a imunidade contra o covid. Admito que não verifiquei artigos científicos. Você se aprofundou no assunto?

    2) Ninguém sabe exatamente qual é o tamanho da subnotificação da covid no Brasil, mas você acha pouco crível que não tenhamos alcançado, de fato, os 800 mil mortos estimados no paragráfo abaixo:

    “Mas se isso fosse verdade, mesmo que o índice de fatalidade da doença(IFR) fosse de 0.4-0.5% (que é mais ou menos o que se acredita hoje em dia), estaria a se falar de 700-800 mil mortos no país. Fora a necessidade de hospitalização de milhões de pessoas.”

    3) Admito que esse “aquecimento” do setor imobiliário em plena crise me surpreendeu. Ok, eu até entendo que a Selic baixa é um baita atrativo, mas as previsões econômicas pós covid são assustadoras: desemprego brutal, empresas falindo, PIB destruído, finanças públicas em colapso. Qual seria, então, o racional para alguém investir em um imóvel, principalmente sem grandes descontos no preço? Trata-se apenas de um olhar para o futuro?

    Sei que você deu a resposta nesse parágrafo:

    “Fui convencido pelos parceiros construtores que as pessoas teriam a tendência de querer mudar para uma boa moradia.”

    Essa seria a resposta comportamental, baseada numa projeção de como as pessoas vão raciocinar no mundo pós pandemia. Morar em uma boa moradia faz todo o sentido, principalmente considerando a possibilidade de trabalho em home office.

    E, honestamente, esse também é meu sonho e de muitos amigos, mas essa escolha depende da variável econômica e as projeções para a economia, como disse, são assustadoras.

    Portanto, qual é o pulo do gato? As projeções econômicas são exageradas?

    1. Oie amigo.
      1) vi apenas um chamado, mas não li nada, muito menos científico. Porém, sempre temos que tomar cuidado com as associações sendo tratadas como causa e efeito.
      2) Não. 650 mil mortos, com mortalidade em excesso, o Brasil tinha degringolado em minha opinião. Porém, ano que vem acho que as estatísitcas já serão mais robustas, e poderemos ver o excesso de mortalidade do ano de 2020 e comparar com o número de mortes atribuído ao COVID-19 e ver se houve subnotificação ou não.
      3) Psicológico, talvez. Em março eu tinha sérias dúvidas. Recebi o telefonema do dono de uma grande imobiliária, ele me deu o parecer que acreditava que as pessoas depois de ficar meses dentro de casa, iriam começar a perceber mais os problemas da própria moradia, e quem tivesse dinheiro, ou condições, iria ter um forte impulso para querer mudar. Eu estava cético, mas fui “convencido”. Arrisquei. Deu certo. Ontem, vendi mais uma casa, mesmo aumentando em 100k a pedida. A última casa já aumentei o preço em mais 200k, e estou convencido que irei vender. Já estou na análise para outros projetos, pois acho que encontrei uma empresa séria, que trabalha bem, que quer ganhar dinheiro e me ajudando a ganhar também.

      Sobre as projeções econômicas, eu não sei. Eu acho que o mundo está muito pior. Todo mundo “puto”, divido, EUA em ebulição, não sei amigo. O meu microcosmos estou conseguindo manejar e raciocinar. O macro não sei, está além da minha capacidade, mas fico um pouco receoso com as coisas que estão acontecendo globalmente.

      Um abraço!

  3. Fala Soul!
    Eu também desencalhei alguns imóveis, vendi um sem nem precisar anunciar (um vizinho pagou o preço que eu iria anunciar), porém a pandemia atrapalhou dois casos que dependem de decisão judicial, além de outro cuja reforma depende de aprovação da Prefeitura local.

    Fico feliz que seus negócios estejam indo bem, também estou bastante cético quanto à recuperação da bolsa (e acredito francamente num retorno e estabilização em torno dos 85k) e apoio bastante seu projeto de novas construções, especialmente se seus parceiros construtores se atentarem à nova realidade de home office. Poderá ser um baita diferencial e conferir liquidez.

    Saúde nunca deve ser deixada de lado, faz muito bem.

    Abraço

    1. Oie aposente cedo!
      Que bom que conseguiu vender alguns imóveis encalhados. Esse mesmo que estava mais de 3 anos (ainda não fechou definitivo) vai ser um verdadeiro alívio. Vai ser a minha pior operação entre as mais de 50 que já fiz.
      Pois é. O estilo de construção, a forma de otimização do espaço, o trabalho de arquitetura, são um diferencial enorme desse pessoal que conheci e entrei nesse projeto.
      Penso que para médio-alto e alto padrão esse tipo de construção tem tudo para dar certo. Quem sabe não faço mais uns 5 projetos com eles, vamos ver.
      Um abraço!

  4. Soul, como sempre, post fantástico! Sobre COVID acabamos ficando mais próximo do modelo menos catrastrófico, ainda bem! Com todos os cuidados a vida tem voltado ao normal, percebi que usando máscara a chance de pegar o vírus diminui bastante ou acabei pegando e todos aqui em casa ficaram assintomáticos e não fiquei sabendo. Sobre a sua mudança de pensamento, em relação a armas e as terras, penso nelas exatamente como descrito no post, no sentido de uma reserva de valor, ter alimento, proteção, caso cheguemos ao caos podemos precisar. Atualmente estou beeem longe dessa tranquilidade financeira, estou começando a vida ainda, mas acompanhando sempre o site e aprendendo a acompanhar o podcast. Sua caminhada profissional nos mostra o quão recompensadora pode ser ela a quem se propoem a fazer coisas novas, quem tem vontade acaba achando seu nicho. Muito bacana ver você ativo depois de tanto tempo acompanhando seus posts! Provavelmente teremos o primeiro bilionário da antiga finansfera aqui haha.

    1. Olá Marco Antonio!
      Então, o impacto foi e está sendo muito grande, pois quase 150 mil mortes é muita gente.
      Mas, realmente, felizmente, o pior não se manifestou.
      Máscaras é um assunto complexo, que infelizmente também ficou polarizado. Eu não creio que máscaras comum sejam de tão grande valia assim, em ambientes abertos então…
      Eu gosto da ideia de plantar, ter acesso a um rio, se fosse próximo da praia com boas ondas, vixe….
      Bilionário? A gente precisa ter cuidado com o que a gente pede, daqui a pouco vem uma hiperinflação, e todos nós viramos bilionários! hehe
      Um abraço!

      1. Hahahah verdade, pelo ponto da hiperinflação não pode kkkkk. Seria bilhonário num cenário normal, mas esse mundo doido que vivemos nada é garantido, o único normal é o instável e a variabilidade. Surf é aquela história, adoro ver os vídeos no youtube mas nunca tive coragem, goiano tem medo de mar. Boa sorte com sua terrinha de frente a praia e use máscara!

  5. Mr Soul, obrigado por continuar postando aí seus updates. Queria te perguntar sobre esse lance de construcao. Como encontrar parceiros confiaveis ? Todo mundo me diz que lidar com pedreiros é garantia de ulcera. Compro casa pronta ou me aventuro a construir ? Abs

    1. Oie Vagabundo. Não é fácil, não.
      Essa é uma empresa, foram sérios desde o início. Construi uma parceria que se eu ganhasse dinheiro, eles ganhavam, quanto mais eu ganho, mais eles ganham. Assim fica mais fácil alinhar interesses. Eu nem fui na obra, é uma cidade a 200km de onde moro, mas a coisa está indo tão bem, que nem está precisando. E é por isso que penso em talvez fazer mais projetos, porque tb não me esquento, e só controlo os orçamentos.
      Um abs!

      1. Como funciona a parceria de vcs ? Vc da o terreno e a grana, eles constroem e no fim vcs dividem o lucro da venda ?… Nesse blog novo nao recebo notificacao quando vc responde. Bug ? Bons investimentos !

        1. Opa, Vagabundo. Vou ver isso da notificação, obrigado por avisar.
          Entrar com o terreno e a grana e dividir também não né. Eles são um prestador de serviços como qualquer outro.
          Eu sou inexperiente nisso, mas acredito que quando se alinham interesses, é mais difícil a outra parte não ser transparente ou honesta.
          Tive sorte, porque eu não temo muito riscos. Reuni-me via skype apenas duas vezes, mas senti confiança. Eu acho que muito pode ser apreendido de uma simples conversa de 30 minutos.
          Então, há custos fixos e aproximados, eles aumentam a remuneração se entregam, com a mesma qualidade, mas por um preço menor. Coloquei em contrato tb um valor de venda para cada casa que se ultrapassado, eles ganham uma parte do lucro do que ultrapassar. Quanto maior o meu retorno anualizado, eu pago um bônus para eles. Assim, se eles conseguirem 35% aa, é um bônus, se for 45%aa outro valor de bônus.
          Assim, mesmo sendo inexperiente, eu acredito que consegui fazer um contrato onde quanto mais eu ganhar, mais eles ganham. Eles fortalecem a marca deles, ganham dinheiro, e eu também ganho.
          Um abs!

    2. Como sempre, excelente post.

      O Brasil foi mal na condução da crise? Mas quem acreditava que seria diferente. E não se trata do governo, mas da nossa cultura (ou falta dela).

      Isso dos EUA estarem a beira de uma explosão, a democracia é um regime inerentemente instável. A estabilidsde da democracia americana durou até muito tempo. Mas eram um país mais homogêneo. Não havia muitas diferenças entre democratas e republicanos, tanto que ganhando quem ganhasse, o país seguia numa mesma direção. Hoje há um abismo entre os 2 partidos. Talvez se evoluíssem para um parlamentarismo, com mais partidos refletindo a heterogeneidade hoje presente, a democracia americana pudesse encontra uma maior estabilidade.
      Criticar a democracia não quer dizer que eu defenda ditaduras, longe disso, só pra deixar claro.

      Quanto ao Brasil estar pior, não há como dizer que não. O Brasil começou a descer uma ladeira em 2002, quando elegeu Lula. Dilma veio pra piorar o que era ruim. E quando achávamos que não poderia ser pior, aparece Bolsonaro.
      Confesso que votei no Bolsonaro, mas o governo dele tem sido pior que o do PT. Além de não entregar o que prometeu; privatizações, reformas, banco central independente, ainda está ferrando com a imagem do Brasil por pura incompetência.

      Eu acho difícil o Brasil ser completamente isolado internacionalmente. Apesar dos pesares, o país está entre as 10 maiores economias, tem uma população de 205 milhões e com a demanda de alimentos por parte da Índia e China nos próximos anos, o Brasil deve seguir tendo alguma relevância no cenário Internacional.

      Eu tive um colega de trabalho, aposentou no ano passado, cara ficou bem de vida comprando terrenos e construindo pra vender. Ele era funcionário de uma estatal e estava cedido ao órgão que trabalho. Já era aposentado pelo INSS a alguns anos e ano passado saiu num PDV.
      Disse que iria continuar comprando terrenos e construindo. É um tipo de negócio que, comprando terreno bem localizado e fazendo um bom projeto, é difícil perder dinheiro. Quem sabe no futuro eu não tente seguir esse caminho.

      Eu não fiz nenhum exame, não sei se tive contato com o vírus. O exame de anti corpos de minha esposa deu positivo, mas tem mais de um mês. Mas nem ela nem eu sentimos nada. Minha mãe infelizmente teve. Mas não teve maiores complicações. Só febre, diarreia e dores de cabeça, mas não precisou de internação.
      O irmão dela, meu tio, tb teve. Cara é hipertenso, diabético e tem obesidade. Mas tb não teve maiores complicações.
      Graças a Deus (um ateu dando graças a Deus) estamos todos bem.

      1. Oie Dedé.
        Olha, eu escuto muitos podcasts sobre análises da situação americana, mas, e falo sério, eu realmente sei pouco para fazer uma análise aprofundada que tenha algum valor.
        Porém, como você disse, parece que está cada vez mais difícil o país como todo rumar para um mesmo lado. O que parecia impensável, secessão, guerra civil, já tem pessoas bem inteligentes dizendo que isso é um risco improvável, mas possível.
        Acredito que sim. Temos um papel central nas discussões sobre mudanças climáticas. Temos talvez o maior ecossistema biodiverso do mundo. Temos mais de 200m de pessoas, e somos uma potência agrícola. Acho difícil nos tornarmos sem expressão, mas, poxa, poderíamos nos colocar no mundo de uma forma muito melhor.
        Pois é. Esse é um insight que explodiu em minha cabeça depois que eu vendi a primeira casa, e vendi a segunda agora por um preço muito maior. Um projeto super-bem feito e bonito, com um preço que pode ser alto (mas não extorsivo) com uma localização boa-razoável, é difícil, se a economia não estiver em frangalhos, de não ter um retorno positivo.

        Fico feliz que nada demais tenha acontecido contigo e família. Comigo tb. Tive apenas um tio pernambucano que ficou na UTI e infelizmente está precisando fazer diálise.

        Grato pelo comentário e um grande abraço!

  6. Gosto dos seus textos técnicos e estranhei quando você fez um post de política sem falar muito de economia.

    A pandemia veio e percebi que nada funcionou bem, a ciência, os órgãos, as estatísticas, fiquei num mato sem cachorro.

    Sobre demonizar remédio, não vejo sentido algum. Ouvi falar de outros remédios que também quebravam um galho, todos pra artrite ou reumatismo, igual a esse Valdemort.

    Concordo que a economia tá indo pro buraco. O governo começou 2019 bem, o Mansueto ficou satisfeito com o déficit menor que o teto, teve reforma aprovada, a taxa estava mais adequada. A pandemia varreu o pouco que tinha.

    Sobre arma e Mises gostei de saber. Eu não restrinjo arma a fazendeiro, aí já vira coronelismo.

    1. Opa John!
      Eu tendo ainda a ser contra a posse de armas de forma generalizada, e bem contra o porte de armas.
      Mas, se não realmente ouvir argumentos contrários com a mente aberta, creio que a gente perde uma oportunidade bem grande de evoluirmos.
      Um abraço!

  7. Oi Thiago,

    E o livro sobre leilões, vai mesmo sair?
    Espero de verdade que sim! Pela profundidade e perspicácia com que trata os temas que o interessam, tenho certeza que seria uma bela contribuição.

    Sobre a área rural, além do fator proteção para crises, pode tb ser um excelente investimento e fonte de prazer. Comprei um sítio há alguns anos (60 hectares), tem uma mina linda e solo fértil. Arrendo para cafeicultura e o valor paga os custos e pequenas melhorias que sempre faço. Meus filhos adoram e é ótimo para educa-los sobre os ciclos da natureza, simplicidade, etc. Sempre aparecem ofertas para vender, e dada a grande valorização, confesso que fiquei tentado algumas vezes. Ainda bem que não vendo! Foi meu porto seguro na fase mais aguda da pandemia.

    arremata uma área em leilão! Vai ser excelente:)

    Paz e saúde!
    André

    1. Oie André, nossa 60 hectares é bem grande. Perto de onde moro (Florianópolis) há inúmeras áreas rurais a 1h-2h de distância, onde se pode encontrar montanhas, rios, cachoeiras, etc.
      Eu compartilho contigo a opinião que é ótimo para crianças esse contato mais direto com a terra, animais, etc.
      Onde moro, há bastante natureza, e a Serena sempre está com o pé descalço na terra, areia, etc. Mas, com certeza não é a mesma coisa que uma propriedade rural.
      Sobre o livro, eu pensei em fazer um curso, e dar o livro no final do curso. Estou me enrolando para tirar esse curso só do plano da ideia e fazê-lo, o material já está pronto, e realmente além do retorno financeiro, creio que o material poderia ser algo muito diferenciado em relação ao que existe.
      Um abraço!

          1. Soul já estou aguardando a esse livro há mais de um ano, agora ao invés de lançar o livro quer fazer o curso primeiro. Poxa vida kkkkk
            Sei que curso + livro seria algo mais completo mas já passou o prazo do livro. Sugiro lançar outro depois, temo que acabe desistindo. Também é possível que alterações na lei/jurisprudência no decorrer do anos necessitem de diversas alterações no livro, o que vai te desestimular ainda amais.

            Como 95% do meu interesse e de outros em seu site é sobre você falando de leilões imóveis peço que volte a tratar desses assuntos aqui.

          2. Opa, amigo!
            Valeu pela força. Sim, toda semana eu penso em focar nisso, mas acabo fazendo outras coisas.
            O curso seria algo financeiramente mais atrativo para mim, e creio que poderia atrair mais pessoas.
            Vamos ver. No sábado conheci um rapaz que trabalha produzindo vídeos, e talvez eu possa começar a fazer algo. Talvez criar como meta para em 10 dias fazer uma primeira aula do curso, e ver como fica.
            Eu imagino que muitas pessoas tenham interesse nesse tópico mesmo.
            Um abs!

  8. Grande Soul, ótimas considerações e obrigado por compartilhar conosco.
    Tem sido um período difícil mas que pode ser aproveitado para grande aprendizado sobre a vida, relação com família, saúde, sustentabilidade e vida financeira.
    Forte abraço

  9. Falou em uma aumento de procura nos seus imóveis, esse aumento também ocorreu no imóveis de leilão. Creio que esse período da covid também teria sido um dos melhores para o lançamento do livro, pessoas estão saindo cada vez mais da renda fixa para investimentos com melhores rendimentos e buscam conhecimento para isso.

    Seu foco maior tem sido a construção agora do zero? Tem acompanhado bastante esses projetos ou conseguir terceirizar com segurança?

    1. Olá, Nildo. Até agora participo só de decisões, a mão na massa ou preocupações do dia a dia da obra não são da minha alçada, e até agora não tenho do que reclamar.
      Um abs

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