Hindsight Bias: O que Jornais Antigos Podem nos Ensinar?

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Olá colegas! Nesse artigo gostaria de abordar um assunto que me fascina: vieses de julgamento, mas especificamente sobre um em específico o Hindsight Bias.

No último texto, desse espaço abordei um dos viés de julgamento mais presentes no dia a dia chamado viés de confirmação sobre uma perspectiva um pouco diversa:

Cisne Negro: Como Raciocinamos Incorretamente

 Por que é importante refletir sobre vieses de julgamento?

O motivo é simples, amigos. Nós, enquanto seres humanos, cometemos muitos mais erros sobre a leitura do mundo do que imaginamos num primeiro momento.

Inúmeras percepções nossas da realidade, algumas talvez profundamente arraigadas em certos indivíduos, são simplesmente erros de julgamento, formas errôneas de nosso cérebro analisar o mundo complexo que nos cerca.

Dar-se conta disso é como enxergar o mundo com novas cores, é como afastar-se das sombras da caverna e olhar o mundo como realmente ele é,  ou ao menos se aproximar um pouco de como ele pode verdadeiramente ser, como brilhantemente descrito por Platão no célebre “O Mito da Caverna”.

Quem  produz esses erros? Todos nós. Basta ser pertencente da espécie humana.

Por qual motivo? Simplesmente, e muitas pessoas no dia de hoje parecem esquecer essa realidade, o ser humano é apenas mais uma espécie dentre as milhões existentes, e como muitas outras, a sua composição biológica (e isso inclui a forma como raciocinamos sobre o mundo) foi fortemente moldada pela nossa evolução biológica enquanto espécie.

Entender a nossa evolução é procurar num grau mais profundo compreender quem nós somos e porque nós somos do jeito que somos.

Alguns anos atrás, comprei um livro bem interessante que aborda sobre dezenas de erros de julgamento.

Como o autor não é um cientista do ponto de vista formal, mas um escritor, bem como um empreendedor, o mesmo escreve de maneira simples, clara e objetiva, o que tornou o seu livro um grande Best-Seller.

Hindsight Bias - Vieses de Julgamento

O nome do livro é “The Art of Thinking Clearly”.

Todos nós estamos sujeitos a essas falácias cognitivas, porém nós podemos minimizar os seus efeitos. Como?

Como Minimizar os Vieses de Julgamento?

Reconhecendo que cometemos esses erros para que possamos de certa maneira tentar que seus efeitos não sejam tão deletérios, principalmente quando iremos tomar decisões importantes.

Charlie Munger , o sócio de W.Buffett, deu um discurso brilhante do ano de 1994  chamado

A Lesson on Elementary Worldly Wisdom As It Relates To Investment Management & Business

 

Nele o famoso investidor traz à tona a sua filosofia de modelos mentais. O texto é extremamente interessante, e se você sabe ler Inglês vale a leitura .

A parte que mais me chama atenção é quando ele expressamente aduz que todos nós estamos sujeitos a vieses de julgamento, como o hindsight bias, pois são inerentes à biologia humana, mas que podemos nos esforçar para reconhecê-los e minimizar os seus efeitos em nossas decisões.

O mais fantástico desse conselho é que em 1994 o campo sobre economia comportamental ainda não era tão popular como hoje, e nem mesmo num nível mais fundamental os diversos estudos sobre neurociência e comportamento humano.

Logo, um dos grandes investidores de todos os tempos reconhece que o caminho para se tornar um grande investidor, e numa maneira mais ampla um ser humano melhor, é se tornar consciente como a nossa visão de mundo pode ser extremamente falha e limitada.

Isso não é algo trivial, muito pelo contrário. Aliás, talvez pouquíssimas pessoas realmente fazem um esforço para diagnosticar vieses  de julgamento em seus próprios raciocínios.

Quantas certezas não vemos por aí? Pessoas que aparentam estar certas sobre como uma sociedade deve se organizar, como países se relacionam, sobre  corrupção humana, desejos, e uma miríade gigantesca de assuntos.

Quase sempre há certezas, quase nunca dúvidas.  Quanto mais inflexível, quanto mais certeza uma pessoa tem sobre o mundo, isso é um indicativo muito forte de pobreza de argumentos, visão estreita da realidade e muitos, muitos erros de julgamento.

A Mãe de Todos os Vieses

Talvez o erro mais comum, e mais presente, é o viés de confirmação.

Isso é tão inato nos seres humanos, as pessoas cometem esse erro tão comumente, que boa parte das pessoas não conseguem nem mesmo perceber que esse viés é um erro de julgamento.

Para muitas pessoas não basta ler, repetir, refletir, o viés de confirmação não será considerado um erro. As pessoas passarão horas, dias, meses lendo e escutando ideias que apenas confirmam suas ideias anteriores.

Chamarão de brilhantes textos, ou palestras, que apenas confirmam suas ideias prévias de mundo, e terríveis as que não se encaixam em suas  visões de realidade.

Está em todo o lugar.  É por isso que a Ciência não é tão popular, pois ela trabalha num sistema contrário ao viés de confirmação.

As pessoas gostam dos frutos que o método científico trouxe para a humanidade, mas não necessariamente o modo de pensar científico.

Assim, a pessoa pode andar de avião de primeira classe e ter um método de pensamento completamente anti-científico. Faz parte.

Entretanto, esse artigo não é sobre esse erro de julgamento, mas sobre outro mais sutil. Contudo, fica sempre a dica que não canso de repetir da sabedoria que o meu pai  me disse quando  eu era ainda adolescente:

Filho, quando você ler um livro que não haja discordância de sua forma de pensar, de quase nenhuma valia ele será. Quando você ler um livro com o qual você discorda de partes significativas, cabe a você escolher entre a evolução ou não.

Como Avaliamos o Passado: Hindsight Bias

Como nós avaliamos o passado? Essa não é uma questão trivial. Será que a avaliação que fazemos do passado no presente é neutra? Não, não é colegas.

Vou dar alguns exemplos. Quando estava na primeira fase do curso de Direito na Federal de Santa Catarina, na aula de Ciência Política, uma professora com Pós-Doutorado soltou a seguinte afirmação “Aristóteles  era machista”.

Quando ouvi essa frase (tinha apenas 19 anos), senti que tinha alguma coisa errada, mas não soube bem responder o que exatamente  na época.

Ora, a sociedade grega sempre foi centrada em homens livres ( o que excluía mulheres e escravos), parecendo então que realmente as mulheres eram de certa forma discriminadas, o que poderia fazer com que Aristóteles realmente fosse machista. Entretanto, a situação é mais sutil.

Não se pode negar que as mulheres eram cidadãos de segunda classe se comparadas com os homens na Grécia Antiga. É verdade.

Porém, ao dizer que Aristóteles era machista, a professora estava analisando o passado com “olhos” do presente. Ora, isso é normal e natural.

Afinal, como podemos analisar alguma coisa do passado sem ser pelas nossos valores do presente? Entretanto, o simples fato é que a noção de machismo é recente. O fato das mulheres serem consideradas (apesar de na prática isso ainda não ser verdadeiro) de mesma dignidade do que um homem na sociedade ocidental atual é um conceito muito recente.

Para um homem livre Grego há dois mil anos seria natural pensar que as mulheres eram inferiores em dignidade na Polis do que um homem, pois a vida simplesmente era assim.

Hoje um homem ter esse mesmo tipo de raciocínio, pelo menos para pessoas mais esclarecidas, é algo anacrônico e sem sentido.

Machista ou Hindsight Bias?
O Grande Pensador. Machista ou Hindsight Bias?

Portanto, dizer que Aristóteles era machista, levando em conta padrões morais do século 21, não tem sentido. É um erro de julgamento, é o hindsight bias em ação.

Quando os desmandos da Petrobras na administração petista estavam começando a ser revelados, lembro de uma declaração da antiga presidente Graça Foster numa CPI dizendo que “na época a transação de Pasadena parecia ser um bom negócio”.

O que eu vi de pessoas indignadas com essa afirmação, falando coisas “como ela pode dizer isso?”. Isso também é um erro de julgamento, e muito comum em investidores amadores e “especialistas” em mercados financeiros.

Esqueça por um minuto, por mais difícil que seja, todo o turbilhão que a operação Lava-Jato trouxe ao país. Não vamos focar também se houve ou não desvios na operação de Pasadena, mas apenas na frase da Graça Foster.

A  conclusão é que ela poderia estar dizendo a verdade. Ora, com base nas informações que se tinha na época da operação (mais uma vez esqueçam a existência ou não de eventuais desvios) era bem possível que a negociação poderia parecer um bom negócio.

Com o passar dos anos e o desdobramento dos acontecimentos, a operação se mostrou um fracasso, mas isso não quer dizer necessariamente que na época, levando em conta as informações da época, a negociação tenha sido necessariamente ruim.

Isso  não quer dizer também, a toda evidência, que só com as informações da época a negociação com base  numa análise prudente já se mostrasse um grande equívoco.

Esse exemplo é o mesmo do Aristóteles. É julgar o passado tendo em vista o  nosso conhecimento do presente, e não o conhecimento que se tinha no passado enquanto os atos se desenrolavam. Isso é viés de julgamento, corporificando no hindsight bias.

O Problema do Hindsight Bias

Qual é o grande problema com essa falácia cognitiva? Há algum problema de sucumbir ao highsight bias?

Sim, há prezados leitores: achar que o mundo é muito mais inteligível e previsível do que ele realmente é.

É crer que no começo de 1914, estando em 1914, uma guerra terrível era quase que inevitável.

É acreditar que a eleição de alguém como Bolsonaro para presidente do Brasil era algo plenamente possível estando em 2015.

É pensar que mercados financeiros, enquanto os acontecimentos se desdobram, emitem sinais claros para onde eles vão.

Talvez alguém em 1914 poderia, por motivos lógicos e racionais, achar que uma grande guerra era inevitável.

É provável que alguém 2015 acreditasse que a eleição de alguém como Bolsonaro era questão de tempo.

E com certeza deve haver pessoas com grande poder analítico que consegue transformar os ruídos do mercado financeiro em sinais claros.

Entretanto, creio que isso não é a tônica, mas sim a exceção.

Diversos autores dão nomes diversos a esse viés de julgamento. O autor do livro em destaque chama de “Hindsight Bias”.

O subtítulo do capítulo desse erro cognitivo é interessante “Porque você deveria manter um diário”.

É verdade. Escreva o que acha que irá acontecer com o Brasil, EUA, o Oriente Médio, o futebol brasileiro, a economia nacional, ou melhor, a sua própria vida, e veja daqui 10 anos como suas previsões sairão.

Melhor, pegue os jornais de 10-15 anos atrás e veja como as notícias interpretavam o mundo, tenho certeza que muitos irão se surpreender.

É isso, colegas espero que tenham gostado do artigo. Abraço!

18 respostas para “Hindsight Bias: O que Jornais Antigos Podem nos Ensinar?”

  1. Muito bom o post e a indicação do livro. Recomendo o livro A lógica do cisne negro e o filme Unthinkable (2010). Tratam de coisas diferentes, mas que nos fazem parar para pensar. Abraço!

    1. Grato, colega. Esse livro específico do Taleb já virou um clássico, pois consagrou em definitivo a expressão Cisne Negro. A expressão obviamente não foi criada por ele, pois já existia há centenas de anos, mas o uso mais corrente dela com certeza se deve a ele. Ele é talvez um dos escritores mais famosos que escreve sobre erros de julgamento, sem ser cientista. Muito bom. O filme eu não conheço e agradeço a indicação.
      Abraço!

  2. Excelente texto Soul, fazia tempo que eu não lia um texto seu inteiro (por serem longos), mas este me intrigou e não consegui deixar de ir até o final (nem ler na diagonal).
    Tenho pensado recentemente como as coisas mudaram nos últimos 20 anos em minha vida e quão imprevisível seria as coisas terem acontecido como aconteceram. Por outro lado, olhando para trás, com os olhos de hoje, parece que o caminho foi bem natural.

    É uma sensação muito louca de conflito sobre o pensamento com as informações de hoje com o que pensávamos lá no passado. Gostei da ideia do diário.

    Falando em investimentos, sempre tendo fazer uma anotação sobre determinadas decisões de investimentos e isso gera algumas surpresas ao analisar o que foi escrito alguns anos depois. Neste aspecto, metodologias do tipo "piloto automático" parecem realmente ser interessantes.

    Abraços

    1. Olá, EI! Fico feliz que tenha ido até o final, e esse foi relativamente curto. Realmente, acho que textos muito curtos não acrescentam grande coisa, exceto se você for um poeta ou tiver uma capacidade de escrita muito boa a la Machado de Assis. Acho colunas da Veja, por exemplo, insossas sobre a leitura da realidade. Uma leitura de um artigo da The Economist, por seu turno, de 20 páginas muito mais interessante e produtivo. Interessante você falar em “leitura diagonal”. Saiba que nos últimos 20 anos, muito provavelmente o seu cérebro se modificou bastante, devido ao que se chama de “neuroplasticidade”. Muitas novas associações de neurônios foram formadas e outras abandonadas ou atrofiadas. O resultado é que nós estamos ficando mais rápidos e eficientes em fazer várias tarefas ao mesmo tempo. O lado negativo é que estamos perdendo a paciência muito rápido com textos mais longos (se você lê um texto mais longo e pula parágrafos e continua lendo, é um sintoma claro disso), bem como a capacidade reflexiva. Esse tema é muito bem abordado num livro chamado “A Geração Superficial” e recomendo a leitura.

      Você sabia que você achar natural todos os acontecimentos imprevisíveis de sua vida nos últimos 20 anos também é um erro de julgamento? Taleb chama de “A Falácia Lúdica”. O livro citado nesse artigo chama de “Story Bias” é um mecanismo poderoso do nosso cérebro de criar histórias para que fatos desconexos tenham algum sentido, algum “fio” narrativo.

      Sobre investimentos, é verdade. Gostaria de escrever artigos sobre o que eu disse sobre FII e o que aconteceu. É uma boa forma de se tornar mais consciente enquanto investidor.

      Grande abraço!

    1. No ponto de vista de finanças pessoais, sim. A diversificação é o reconhecimento de que não entendemos tanto. Por isso há uma frase de Buffett, se não me engano, de que diversificação é para quem não sabe o que está comprando. Se você tem a capacidade de análise profunda de um grande investidor (como buffett ou o dono do fundo verde) então talvez a diversificação seja deletéria. Para a maioria dos investidores, eu incluso, uma boa dose de diversificação nos protege (não toatalmente, mas ajuda)de inúmeros erros de julgamento que passam despercebidos em nosso cérebros e nos fazem ter a ilusão de que realmente compreendemos um mundo tão complexo como os mercados financeiros.

      Abraço!

  3. Bom dia, Soul!
    Já comprei o livro e li dois capítulos. Já tinha lido algo a respeito desses vieses, mas esse livro parece destrinchar cada um, com explicações e exemplos. Muito obrigado pelo texto e pela indicação.
    Fábio

    1. Olá, Fábio. Nossa. Fico feliz que tenha gostado da indicação e já comprado o livro. Creio que irá gostar bastante. Leia com calma um pouco de cada dia e você vai ver com o é interessante.
      Abraço

  4. Oi Thiago, tenho grande apreço pelos seus posts. Bem didáticos e sempre propiciam insights que disparam o pensamento.

    Sou estudante de Medicina(segundo semestre), acompanhei todas suas postagens da série COVID 19, que por sinal, excelente, não encontrei em pt material melhor.

    Já se passaram alguns meses, seria legal, um posts com atualizações de momento… cenários, novas descobertas, enfim…

    Obrigado!
    Paz e saúde para você e sua família.

    1. Olá, Camila!
      Tudo bem?
      Primeiramente, agradeço a mensagem e me sinto honrado numa estudante de medicina achar valor nos meus artigos sobre COVID-19.
      É uma ideia sim, irei fazer.
      Sugiro o novo podcast que lancei entrevistando o Dr. Marcio Bittencourt, acho que ficou uma boa entrevista onde vários tópicos em relação ao COVID-19 foram abordados.
      Obrigado e um grande abraço!

  5. Soul, tudo bem?

    Estou lendo o “Barriga de Trigo”, do médico Willian Davis e, em determinada ocasião, ele menciona que a glicação é irreversível. Não só da hemoglobina, mas de outras proteínas.

    No entanto, lembro que quando você escreveu sobre a glicose, havia uma passagem – breve – em que dizia que existiam enzimas capazes de reverter a glicação. Sabe me dizer onde encontro mais informações sobre isso? Aliás, você se referia apenas às hemoglobinas ou a qualquer outra estrutura do corpo?

    Abraço

    1. Oie Tiago, tudo ótimo e contigo?
      a) É um livro razoável, mas não tome ao pé da letra tudo que está escrito em “barriga de trigo”.
      b) Não é muito conhecido, mas sim, há uma enzima: deglycating enzyme fructosamine 3-kinase (FN3K). Se quiser mais informação, ouça esse podcast de 2016 do Chris Mastejohn https://chrismasterjohnphd.com/podcast/2016/06/07/the-daily-lipid-podcast-episode-012. Um pouco de informação no wikipedia: https://en.wikipedia.org/wiki/Fructosamine-3-kinase
      c) O processo de glicação ocorre em várias estruturas, moléculas de LDL, que carregam colesterol, por exemplo, podem ser glicadas, e muitos dizem que esse é um dos motivos de diabéticos terem um risco maior de eventos cardíacos, entre outras explicações: a glicação de moléculas de LDL.

      Um abraço!

      1. Muito obrigado!

        Pois é, tem uma passagem acerca da acidez dos alimentos e o impacto no equilíbrio do PH. Argumenta, grosso modo, que o corpo, para manter o PH em 7.4(~) utiliza-se do cálcio dos ossos, o que, a depender da intensidade, levaria a osteoporose e a outras doenças.

        Mas no blog do Souto há um bom artigo sobre a questão do PH do corpo, e vários trechos vão de encontro com algumas coisas escritas no livro rsrs

        1. Oie Tiago, se não me engano esse mesmo argumento sobre o PH e a necessidade de retirada de cálcio dos ossos para balancear o PH era (e ainda é) um dos argumentos para se consumir pouca carne e pouca proteína na dieta.
          Não há qualquer evidência nesse sentido, pelo contrário, ao envelhecer precisamos de mais proteínas, e os aminoácidos, para o fortalecimento dos nossos ossos.
          O Blog e podcast do Dr. Souto são ótimas fontes de informação. Dr.Souto não aparenta ser “casado” com nenhuma hipótese, e muda de argumento se evidências boas contrárias surgem.
          Um grande abraço

  6. Olá Soul,
    muito bacana a ideia de revisitar posts antigos, este por exemplo parece ser bastante oportuno. Com alguns estudos divulgando a possibilidade de imunização cruzada das células T para a Covid muitas pessoas dirão que a reação à pandemia foi exagerada. O problema é que, como é relatado pelo Hindsight Bias, este conhecimento não estava disponível à priori.
    abs.

    1. Olá, Natália.
      Sim, exatamente. Talvez a imunidade cruzada por causa de outros coronavírus que causam resfriado é o que vai “salvar” o Brasil de um desastre muito pior, pois se 60-70% da população realmente fosse suscetível, com uma IFR de 0.7-1%, a crise ia ser de proporções épicas no país.
      Um abs!

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