O Governo Bolsonaro: Um desastre Anunciado.

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    Governo Bolsonaro. Sim, infelizmente ou não, este é o tema do presente artigo.  Artigos como esse não são “atemporais”, e muito provavelmente não possuem valia para muitas pessoas, mas resolvi escrever, pois creio que o grau de insanidade chegou a patamares inimagináveis.

Meu Primeiro Contato com Bolsonaro

     Eu não conhecia Bolsonaro até o ano de 2016. Sabia de nome que era um deputado, mas não fazia a menor noção de quem era.

  Como pessoas que gostavam de finanças pessoais, parcela considerável do meu público, falavam e comentavam sobre o mesmo, eu resolvi à época fazer uma pesquisa bem singela sobre esse personagem.

     Acabei escrevendo um texto em em outubro de 2016 sobre o “Mito” brasileiro. Esse artigo teve alguns blocos de comentários.

     Houve comentários do tipo estridentes, dizendo que eu não sabia do que estava falando, que eu era hipócrita, etc.

      Já outros comentários foram na linha do tipo “olha o Bolsonaro não é uma maravilha, mas ele é o mais próximo a um governo liberal, e muito melhor do que qualquer outro candidato de centro, centro-esquerda ou até mesmo centro-direita”.

   E, por fim, alguns comentários, concordando com o meu posicionamento de que Bolsonaro não era “Mito” algum, ele era apenas um político profissional, que colocou toda a família na política e sem qualquer preparo intelectual.

       Quando observei algumas declarações e vídeos, eu fiquei assustado com a agressividade de Bolsonaro. O meu receio em 2016 não era que ele fosse eleito presidente, eu achava que isso não seria possível. A minha inquietação era alguém como ele trazer para fora do armário os 10-15% da população, o que significa muita gente, que são simpáticos às teses mais grotescas possíveis.

      Jamais pensei que ele teria qualquer chance de obter êxito numa eleição presidencial de um país como o Brasil.

A Eleição de 2018 e Bolsonaro

       Vieram então as eleições de 2018.  Apesar de Bolsonaro ter 20-25% da intenção de votos, eu achava que ele tinha remotas chances de vencer.

       Com tantos candidatos para votar, seria muito difícil que pessoas sensatas votassem nele. Eu estava tão confiante, que se alguém chegasse para apostar 10 mil reais que ele não se elegeria, eu aceitaria o desafio.

       Veio então a facada.  Talvez um evento que mudou a história do Brasil para pior, muito pior. Eu escrevi um artigo na ocasião.

       Era, é, e será evidente que um ato grotesco como aquele só pode merecer repulsa. Se a vítima do ataque é uma pessoa que gostamos, não gostamos, isso é indiferente. O atentado a um candidato presidencial é um atentado às instituições do país, sem falar do drama humano.

        Se o atentado fez com que Bolsonaro ganhasse ou não, eu não sei, pois não me dedico a fazer pesquisas sobre esse tipo de tema. Porém, parece-me claro  que esse incidente colocou Bolsonaro numa posição, enquanto candidato, muito favorável.

      Quando Bolsonaro se recusou a ir aos debates do segundo turno, falando que “não discutiria com um poste”, a quantidade de pessoas que achava isso engraçado ou correto me assustou. Imagino que ele conseguiu ter essa postura pela polarização e pela facada.

       Um candidato não ir a um debate no segundo turno, cara a cara, é algo medíocre. Faz com que o país volte para trás, e se “mediocrize”.

       Se não há debates, a própria política perde um pouco a razão de ser.  Por qual motivo?

      Quer você goste ou não, prezado leitor, haverá pessoas diversas de você com posicionamentos ideológicos distintos. No meu entendimento, a existência de opiniões conflitantes, é algo a ser preservado e valorizado, não destruído.

     Aborto, drogas, imigração, Inteligência Artificial, futebol, pandemia, China, qualquer coisa que você possa imaginar é bem possível que haja opiniões e posicionamentos divergentes.

      Se uma sociedade ainda é formada por etnias diferentes, classes sociais muito diferenciadas, regiões geográficas com histórias e culturas únicas, parece-me ainda mais evidente que a pluralidade de opiniões é algo mais do que natural.

     A política, ao menos um dos seus papeis, é permitir que essa pluralidade de entendimentos possa de alguma maneira conviver de uma forma pacífica.

   Conflitos humanos existem e sempre existirão em qualquer comunidade humana. A forma de acomodar os diversos conflitos quando há pluralidade de ideias e potenciais soluções é encontrar uma forma de resolução consensual, ou ao menos minimamente consensual.

       Para que isso ocorra é necessário boa-fé e debate. Bolsonaro ao literalmente fugir de debates na eleição para o cargo mais importante do país apenas diminuiu a Política com “P” maiúsculo, e deixou claro, para um bom entendedor, mesmo naquela época como ele se comportaria como comandante da nação.

O Governo Bolsonaro

        Então, em janeiro de 2019 , inicia-se o governo Bolsonaro. Já no discurso de posse, quando nosso presidente falou de comunismo e de teses das mais estapafúrdias ainda mais para o ano de 2019, se mostrava que tempos difíceis se aproximavam.

       De ministros da educação que não sabem nem escrever palavras simples em português, passando por secretários de comunicação imitando chefes nazistas, desembocando num ministro das relações exteriores que disse no começo do governo que Trump era como uma luz para a civilização ocidental.

       Nos primeiros meses, e no primeiro ano, era incompreensível. Parecia que algum blogueiro alucinado com pouquíssima formação tinha sido eleito o responsável por indicar os principais cargos na república.

     Não posso discorrer da história do Brasil inteira, por me faltar conhecimento, mas com certeza nos últimos 20-30 anos nada nem remotamente parecido tinha ocorrido com o país.

       Antes de Bolsonaro tomar posse, eu imaginava como alguém que não sabe falar e não suporta o contraditório, iria se sair todo o dia tendo que falar com a imprensa sobre os mais variados assuntos, como faziam a Dilma, o Lula e o FHC.

         Não se iludam, leitores. Se você, eu, ou qualquer pessoa, todo dia precisasse falar várias vezes por dia sobre os mais diversos temas, seria bem possível, por mais brilhante que a pessoa fosse, cometer deslizes.

       Isso é normal, e é por esse motivo que eu nunca prestei tanta atenção a eventuais deslizes em alguma ou outra fala de pessoas tão expostas. O importante para mim é que os políticos, ainda mais um presidente, tem a obrigação de prestar contas na forma de responder a   perguntas.

       O não comparecimento a debates  do segundo turno era um sinal claro. A forma de lidar com a imprensa, com críticas, e com a  constante necessidade de um presidente explicar o que está fazendo era fácil: ignore e insulte.

       Mande jornalistas calar a boca, acabe constantemente entrevistas quando perguntas inconvenientes são feitas, e faça isso tudo de preferência no meio de dezenas de apoiadores batendo palma e xingando quem é dado o sinal para ser xingado. Esse foi o receituário encontrado.

       O Brasil claramente estava caminhando para trás. Escolhemos, infelizmente, o caminho do retrocesso.

       Mas e o governo do Lula? E o da Dilma? E o FHC? O país não estava no caminho errado?

       Infelizmente, foi vendida a ideia, e muitas pessoas inteligentes e sensatas acreditaram de que de alguma maneira o Brasil estava à beira de uma “venezuelização”, com isso querendo dizer que as instituições estavam fracas, a livre imprensa comprometida e o país próximo à bancarrota.

       Eu não acredito nessa narrativa. Eu acredito que o Brasil era um país muito pior no fim do governo militar em comparação ao que é hoje.

       Essa melhora institucional, financeira, de marcos legais, etc, foi fruto da sucessão de governos pós-ditadura, inclusive do Collor.

      Vendeu-se a ideia então de que tudo não prestava, e que um político medíocre que em três décadas como deputado nunca fez absolutamente nada digno de nota seria a solução para a “reconstrução” do Brasil.

       Não era nem mesmo um bilionário, apresentador de TV, e com uma capacidade comunicativa acima da média. Não, não era alguém tipo Trump, era alguém que não sabia falar, que tinha como livro de cabeceira um escrito por um torturador e que nunca tinha tido uma função fora do Estado. Nem ele, nem os seus familiares. Esse seria o responsável pela “reconstrução” do Brasil.

Governo Bolsonaro e a COVID-19

      E então veio uma doença infecciosa. E toda a mediocridade, falta de empatia e completa incompetência foram desnudadas de uma maneira dantesca.

      Não é preciso narrar tudo que vem ocorrendo. Basta dizer que dois ministros da Saúde foram basicamente demitidos no meio de uma Pandemia, muito provavelmente por causa de uma droga cuja eficácia nunca foi comprovada por meio de estudos sérios.

       Ainda não há um Ministro da Saúde nomeado. No meio da maior pandemia dos últimos 100 anos do Brasil, o país não possui um ministro de saúde oficial.

         Isso é dantesco, não há outra forma de dizer. Não há como “dourar a pílula”. Nem ditadores amalucados mundo a fora estão conseguindo ser tão insanos na condução dessa crise sanitária.

     O resultado não poderia ser outro. O país virou o epicentro mundial da doença. A “sorte” do país é que as previsões iniciais de alguns meses atrás parecem que não irão se concretizar por razões ligadas à imunidade, dinâmica do vírus, etc, como foi comentado em artigo anterior:

COVID-19, Atualidades Sobre a Doença. Para onde vamos?

        Se fosse pela nossa incompetência,  e se a população suscetível fosse realmente de 70-80%, era provável que o número de mortes no Brasil até o final do ano ou começo de 2021, poderia ser contado as muitas centenas de milhares, ou talvez até mesmo na casa de milhões.

      Aparentemente, o brasil será poupado dessa mortandade, e o nosso teto deve ser algo em torno de 150-200 mil pessoas mortas até o final dessa pandemia (torcendo para que esse teto não seja atingido). Sim, um número assombrosamente alto, ainda mais se comparado com os países vizinhos, mas bem abaixo da tragédia que poderia ser.

      Imaginem se a Dilma conseguisse em 2016 os votos para não sofrer o impedimento. O que ela continuaria fazendo enquanto presidente? Nada. Ela não teria força para fazer nada, e nem sentido para a sua permanência.

       E, Bolsonaro? Passou-se um ano e meio do seu governo, e o que ele tem oferecer para ajudar na recuperação do país depois dessa grave crise sanitária e a inevitável crise econômica que necessariamente vai vir? Nada. Ele só irá prejudicar ainda mais o Brasil.

    Num momento desse, qualquer país precisa de um líder que minimamente passe segurança. O ideal seria um presidente que de alguma maneira inspirasse os governados, e tivesse a capacidade de unir os diversos setores díspares de uma sociedade tão diversa como a brasileira.

        Bolsonaro representa o oposto de tudo isso.

       Eu teria vergonha de ter votado no Bolsonaro, especialmente no primeiro turno. No segundo turno, compreensível pessoas votarem nele para não eleger mais um candidato do PT. Eu também sentiria vergonha nesse caso, mas seria bem menor.

       O parágrafo anterior é apenas o meu sentimento. Não é feito no intuito de ofender ninguém que por ventura tenha votado no Bolsonaro, ou ainda acredite que ele foi uma boa solução, ou pior que o governo Bolsonaro esteja fazendo um bom trabalho

      Pelo contrário, a única forma de sairmos desse buraco que estamos nos enfiando, é por meio da união nacional e não da desunião.

        O governo de Bolsonaro não é surpresa para ninguém. Não é um político que se elegeu, e alguém ficou desapontado. Não, ele é exatamente o que ele sempre  mostrou que era.

E Daí?

      Não, não é uma referência à infame frase do Bolsonaro. O “E daí” é para um leitor perguntando se isso deveria ter algum efeito em sua vida ou se ele deveria se preocupar.

     Prezados leitores, seja o governo do Bolsonaro ou do Lula, isso não tem qualquer relação como você come, se exercita ou se esforça para obter os seus objetivos.

     Esse texto é apenas uma reflexão minha, nada mais do que isso. Não vou deixar de cuidar da minha filha, de me exercitar, de ler livros do meu interesse, não vou brigar com vizinho que pensa diferente, etc, etc.

     Eu creio que a política, os acontecimentos políticos, felizmente ou não, faz parte da nossa existência. Saiba dosar isso na sua vida, sem que drene as suas energias e motivações para as necessárias outras tarefas em sua vida.

Um grande abraço a todos!

64 respostas em “O Governo Bolsonaro: Um desastre Anunciado.”

Então Soul, interessante a sua reflexão, concordo em alguns pontos e discordo sobre outros. Concordo sobre ter sido bizarro ele não participar dos debates e que foi puro jogo político. Assim como concordo que o Weintraub não deveria estar no Min. da educação. Assim como acredito que o Brasil não estava perto da venezuelização mesmo.

Mas acredito que você esqueceu de citar os pontos positivos do Governo. Conheço muitos empresários, e o ano de 2019 foi o melhor nos últimos 10 anos no quesito lucro da empresa! Acredito que isso se deu pelo otimismo que tomou conta do povo brasileiro. 2020 caminhava para ser um ano melhor ainda, esse post seu, talvez não teria sentido se a tal pandemia não tivesse aparecido.

Então eu realmente não consigo jogar toda a responsabilidade de uma pandemia como essa nas costas de um presidente. Ninguém sabe se ele tivesse feito discursos diferentes, teriamos algo diferente do que estamos vendo agora. EUA tem 150k de mortos, e eles decretaram lockdown desde o começo… é só um exemplo.

Mas assim, saindo fora desse tema de pandemia eu vejo o governo positivo até o momento. Tirando o ministério da educação, todos os outros ministérios estão muito bem assentuados com ministros técnicos. Muito diferentes do que vimos em qualquer era no Brasil. Que o sobrinho do fulano de tal ocupava essas cadeiras.

Eu não consigo acreditar que uma pessoa que viu a reunião ministerial consiga criticar o governo depois daquilo.

Bolsonaro hoje, para mim é o cara mais bem intencionado que temos nesse Brasil. Acredito que ele não seja um Líder realmente, falta isso nele e sobra no Lulala por exemplo. Mas as intenções dele são boas e muitas coisas que ele fez foi pensando no mais pequeno. Ele sabe a realidade do cara que precisa sair todo dia para trabalhar, do empresário que sofre com burocracia e impostos. E ele tem uma equipe, principalmente na área econômica trabalhando forte para melhorar isso aí.

Então cara, oque posso dizer. Me arrependo de ter votado em Bolsonaro? de jeito nenhum, assim como a maioria que conheço. Na verdade não conheço ninguém que votou no primeiro turno em Bolsonaro que realmente se arrependeu.

Eu acredito que oque temos que fazer aí é uma balança de pós e contras, e para mim, está balança é positiva.

Tudo de ruim que existe na sociedade ( Midía Manipuladora, bandidos, corruptos, facções, torcidas organizadas) são contra o presidente. Se as pessoas de bem também virarem as costas para ele, será dificil para nosso Brasil. Todos esses que citei, estão sedentos para que o PT volte em 22.

Oie Peão Playboy! Grato pelo comentário.
a) Veja, o Brasil veio de uma década de 80 chamada de década perdida. A década de 90 foi de profundas reformas, mas a situação não era boa, não é à toa que chegamos a juros de mais de 20-30% ao ano. Então veio a primeira década do século, e o Brasil explodiu em crescimento. Na década de 2010 o Brasil passou por uma crise financeira internacional de 2008-2009 relativamente bem, mas perdeu a mão a partir de 2011-2012, o que resultou na pior crise econômica em retração do PIB entre 2015-2016 da república. Cumulado com isso veio uma crise política que ainda não resolvemos.
a.1) Te parece razoável a descrição que providenciei acima? Se sim, o ano de 2019 talvez possa ter sido um ano de retomada de recuperação, assim como foi em 2017 ou 2018. Os números desses anos são similares. Depois de uma grande queda, assim como na Bolsa, é mais do que natural uma recuperação. O estranho no Brasil é que está demorando demais, então eu não vejo nada espetacular no aspecto financeiro.
b) Eu discordo profundamente. O Ministro do Meio Ambiente é um desastre completo. Está apenas jogando contra o Brasil. Tanto é que diversos países europeus disseram que não ratificam o acordo Mercosul-UE (que levou 20 anos para sair do papel e envolveu vários governos) única e exclusivamente por causa do governo brasileiro. A comissão de comércio da câmara dos EUA quer dificultar relações comerciais com o Brasil pelo mesmo motivo. O ministro das relações exteriores é uma piada de mal gosto. Isso o Brasil que sempre teve diplomatas reconhecidos internacionalmente, Rui Barbosa era brasileiro. Isso de existir pessoas técnicas em ministérios existe em qualquer governo, colega. Agora esse manicômio nunca existiu no país, ao menos não nos últimos 20-30 anos, e quiça talvez nunca nos 130 anos da República.
c) Depois da reunião? Como a percepção pode ser diferente. Para mim aquilo foi uma reunião infame, com falas infames, denegrindo quase que tudo que acho razoável.
d) O Governo Bolsonaro é diretamente responsável pelo resultado atual que temos. Seus atos e falhas. Trocar ministros da Saúde no meio da pandemia. Não é à toa que Bolsonaro foi eleito o pior presidente entre todos os países no mundo no combate à pandemia. É claro que ele não é responsável pelo vírus. É claro que ele não é responsável pelo vírus matar gente. Mas ele é diretamente responsável pela forma que o país tratou a questão.
d.1) Não, os EUA não fizeram Lockdown, só em algumas regiões muito afetadas, e não foi longe de ser cedo, como Nova Zelândia, Austrália, Dinamarca, etc. E, sim, Brasil e EUA estarem nessa situação não são uma coincidência. O número de mortes nos EUA é de 110k, não 150k. A previsão é de 180k em meados de Agosto.
e) Eu creio que o Bolsonaro é muito bem intencionado de se eternizar no poder, junto com a sua família. As intenções dele para o Brasil são sinistras, e já estamos sofrendo. O Brasil está regredindo em algumas áreas décadas.

Agradeço o seu comentário e a sua disposição de expor o que pensa! Se gosta do que escrevo, mesmo não concordando eventualmente, peço que me adicione em seu Blogroll. Um abraço!

Então velho, particularmente discordo sobre o Ministério do Meio ambiente. Eu sou da região norte, vivo a realidade do setor madeireiro e tenho uma certa autoridade para falar.

Na verdade, isso que eu vejo como um grande problema no Brasil e no mundo. As pessoas querem dar palpite sobre os estados do norte, sem morar lá, sem viver a realidade de lá.

Olhe o tamanho da nossa região, somos basicamente um país, não entendo o porque pessoas que não vivem nossa realidade tem que se intrometer por aqui, não tem lógica.

Se os europeus e americanos querem a preservação das árvores, você não concorda que eles é que deveriam reflorestar suas áreas de pastagem?

Eu não consigo ver como uma região que tenha maior área de florestas e pastagens possa se desenvolver.

Então entenda o lado do nosso povo também, as pessoas que moram aqui, querem ver seus estados crescendo, desenvolvendo, empregos sendo criados também, nós não queremos ser o estado subdesenvolvido do Brasil. E para isso acontecer, infelizmente, árvores terão que ir ao chão.

Eu respeito sua opinião por achar que a politica do Governo de ser Pró-desmatamento seja um desastre, respeito mesmo. Mas você não vive a realidade meu caro, aí que está a complicação.

Se você viesse aqui e visse a quantidade de pessoas que dependem dessa extração de madeiras e que quando chega o IBama por aqui, nego tem que ir na prefeitura pedir cesta básica. Tudo isso, porque nosso estado não é desenvolvido ainda.

Então eu vejo a politica do Ministério de desburocratizar o norte, liberar áreas inúteis ocupadas por indio.

Não sei sua Opinião sobre indios, mas você sabia que esses malandro anda de hilux aqui? alugam suas áreas para extração e garimpo ilegal. E no fantástico, eles aparecem como coitadinhos… Aí ai.. como eu disse, só vindo aqui para saber da realidade mesmo.

Minha opinião sobre o Meio ambiente é essa aí. Agora sobre o Bolsonaro querer se perpetuar no Poder, eu não acredito que esta seja a intenção dele. Pelo que vejo, ele quer seguir o mesmo caminho que os EUA seguiram. Desburocratizando, menos estado mais iniciativa privada, empreendedorismo, ele incentiva essas áreas desde que entrou. Então eu sinto que ele quer fazer a diferença.

Não tem sentido, um cara entrar na presidência, aguentar a pressão que aguenta por dinheiro ou poder. Tem que ter um objetivo maior.

Assim como eu acredito, que o senhor Lula, tinha um objetivo maior também. Distribuir renda. E ele conseguiu..

E o Bolsonaro irá conseguir? transformar o Brasil nas mesmas diretrizes politicas e economicas que os EUA?

Oie de novo!
Então, você tem toda razão que eu não conheço a realidade do norte de nosso país, simplesmente pois não moro aí. Pura verdade.
Verdade também que as pessoas tem legítimos interesses em melhorar de vida do ponto de vista econômico, ainda mais se a situação material é precária.
Também é verdade que devem existir muitas pessoas dependentes diretamente da extração ilegal de madeira, ou de desmatamento para expansão da fronteira agrícola.
Eu acho que tudo isso é verdadeiro e você tem razão. Porém, eu não vejo a relação que você aparentemente observa entre desenvolvimento e “desmatamento”.
Primeiramente, o nosso agronegócio, o sério ao menos, já percebeu que se a imagem do Brasil for arranhada do ponto de vista ambiental, como está sendo, quem vai perder são eles. Inúmeras barreiras serão levantadas, e simplesmente o Brasil irá perder dinheiro. Outros países, que tem os seus problemas ambientais, concorrentes do Brasil vão explorar isso até não poder mais. Portanto, essa estratégia está fadada ao fracasso e a prejuízos ao país, aos agricultores e quem depende deles.
Em segundo lugar, a forma com menos valor agregado de se ganhar dinheiro é derrubando e destruindo um dos ecossistemas mais complexos, diversos e ricos do mundo. A natureza faz diversos serviços ambientais que não são precificados, mas talvez valessem trilhões de dólares. É o que estamos começando a descobrir com a mudança no clima, bem como a destruição de certos ecossistemas. Eu pretendo fazer um podcast só sobre isso, quando achar alguém bom para falar.
Agora, você tem razão que há um problema econômico, e sim deveríamos ser muito mais inteligentes enquanto nação para tentar resolvê-lo, em minha opinião.
Sobre Bolsonaro, é o poder meu amigo. Ser presidente de um país de 200 milhões de habitantes? Seduziu o Lula, seduziu o Bolsonaro, e seduziria 99.99% da população.
Eu, ao contrário de você, porém, acredito que Bolsonaro tem ideias sinistras para o país. Se o medo era se tornar uma “Venezuela”, hoje estamos muito mais próximos disso do que quando a Dilma (que foi uma péssima líder) era presidente.
A nossa sorte é que ainda temos instituições fortes, que foram construídas nos últimos 30 anos. Elas não são fortes como americanas, mas elas tem certa resiliência.
Um abs!

Grilagem de terras, invasão (para pressionar depois por regularização fundiária), desmatamento acima do permitido etc., essas práticas não têm nada a ver com empreendedorismo. Elas têm a ver com jogar sujo, concorrer com deslealdade, enriquecer (muito) à custa dos outros. É bem simples.
Muita gente não se importa se essa questão do “norte” (está longe de ser só do norte) é colocada como problema ambiental. Sem prejuízo dessa perspectiva, acho importante também apresentar o tema como um problema de abuso, de vantagem ilícita. E talvez aí quem não se importa nada com o meio ambiente possa ser de fato provocado, ainda que seja movido pela inveja do enriquecimento alheio.

Oie, Tulio.
Sim, eu concordo contigo. Há muitos outros problemas que vem no bojo do desmatamento ilegal.
Claro e “norte” é algo bem indefinido, afinal são vários Estados com diferentes realidades. Talvez o norte do Brasil seja o Tamanho de vários e vários países europeus, é quase que um continente. O tema é bem complexo, e eu não quis adentrar muito, mas as suas colocações são extremamente pertinentes.
Um abs!

Então velho, essa questão de sermos prejudicados no mercado por causa do desmatamento é um assunto novo para mim. Fiquei sabendo disso, esses dias para trás. Confesso que não tenho muito aprofundamento sobre esse assunto e não sei se isso realmente poderia acontecer, ou é só pressão para o Brasil não desmatar.

Mas você concorda que esses países,principalmente os Europeus são bem safadinhos né ? Desmataram tudo, estão totalmente desenvolvidos, agora querem controlar o desenvolvimento do outro… Isso tá longe de ser pelo clima.

Aliás, particularmente não acredito no aquecimento global. Eu sou um cara que amo documentários antigos, principalmente aqueles do History e vendo esses documentários sobre a história antiga, século XX século 19 e etc. Naquela época já existia a rodo essas alterações de clima, sempre existiu isso.

Falamos tanto em preservação, mas e oque aconteceu na Australia ano passado? oque acontece na califórnia a anos? em portugal? a própria natureza consegue desmatar por si mesma através de queimadas por causa da falta de chuva e calor.

É claro que você pode citar milhares de estudos e cientistas falando o contrário. Mas tem outros milhares defendendo oque estou dizendo aqui.. O assunto é complexo, e para mim é um debate sem fim, é igual religião.

Mas no final, eu realmente acredito que o desmatamento da amazónia é um caminho sem volta.. Enquanto existir mercado principalmente do Gado (Sim, não é a madeira, a responsável pelo desmatamento da amazônia) haverá desmatamento.

A única alternativa, seria aceitar o dinheiro estrangeiro, e teria que ser um dinheiro grosso e investir pesado em fiscalização. Delegacias de ibama em todas as cidades seria um começo.

No mais, essa questão de poder, boa intenção, objetivo maior, não sei.

Concordo com você que Bolsonaro seja despreparado, como disse ali atrás, de nenhuma maneira ele é um Líder. Mas muita das intenções dele, acredito serem boas e que trariam prosperidade para o Brasil no longo prazo.

Acredito que tem muitas outras pessoas no nosso Brasil mais preparado que o Bolsonaro. Mas infelizmente não tem a força popular que ele tem.

Temos que entender oque levou Bolsonaro ao poder hoje. Ele pegou voto de pessoas cansadas de sofrer, de intervenção do estado, de Leis sem sentido, de corrupção, de crime.. Ele levantou a bandeira contrária a tudo isso com extrema sinceridade.

Coisa que nenhum outro candidato fez.

Peão,
a) Não, colega. “Não há milhares de cientistas” dizendo o contrário, isso é falso. As queimadas na Califórnia são apenas um dos inúmeros efeitos que vão ocorrer nas próximas décadas. Vamos sofrer, nós a humanidade, uma variada gama de efeitos negativos, as queimadas são apenas uma delas.
b) Eu não creio que ele foi sincero, e sim viu uma oportunidade que se abriu, uma conjunção de fatores se formou, e ele foi eleito. É o que temos para hoje.
Um abs!

O comentário do amigo revela o tamanho do desafio que o Brasil tem pela frente. Concordo que é necessário levar desenvolvimento para a região, mas a riqueza da Amazônia não está em derrubar árvores. Pelo contrário, isso é pobreza e gera apenas pobreza. A riqueza da região está na floresta, na biodiversidade e no potencial científico da região. É necessário compreender que pecuária extensiva não é riqueza, não gera empregos (uma vez que faz uso de maquinários para latifúndio), não movimenta a economia. É um tipo de atividade sem valor agregado, característico de economias subdesenvolvidas. Para levar desenvolvimento econômico para o Norte (e concordo que está mais do que na hora) é necessário aprender a explorar a floresta e utilizar o seu potencial, criando economias baseadas na tecnologia e na ciência. Isso vai demandar mão de obra qualificada, vai gerar empregos e desenvolver toda a região.

Pergunto: para a Alemanha, seria melhor criar gado em todo o seu território ou ter fábricas da Volkswagen e BMW? Para a Suíça, seria melhor transformar tudo em pasto ou ter empresas como Logitech e Novartis? O que gera mais emprego e renda? O que exige mão de obra qualificada e salários elevados?

Repito: levar desenvolvimento para o Norte não é derrubar floresta. Eis o grande desafio do Brasil, primeiro fazer as pessoas entenderem isso e depois conseguir implantar isso.

Retomando o que o amigo Peão falou acima, fico bastante impressionado que para você seja novidade sermos prejudicados pelo desmatamento. Talvez você seja jovem, talvez seja novo no mercado, não sei. Aqui vai um trecho do relatório da Taesa que recebi esta semana:

“A TAESA também vem adotando as ações ASG (Ambiental, Social e de Governança) que vem crescendo e tomando uma dimensão cada mais significativa no mercado global de capitais. Uma comprovação dessa tendência é o aumento global de 25% entre 2014 e 2016 dos recursos sob gestão de investidores que incorporam o tema ASG, chegando a cerca de 23 trilhões de dólares, segundo o Global Sustainable Investment Review de 2016. Neste ano de 2019, a TAESA contratou consultoria externa especializada para se aprofundar no tema e desenvolver um plano com o objetivo de implementar melhores práticas Ambientais, Sociais e de Governança no sentido do seu desenvolvimento sustentável e da perenidade do seu negócio.”

Ou seja, amigo, há trilhões de dólares nas mãos de fundos que NÃO PODEM investir em lugar sem práticas ambientais seguras. Este é um caminho sem volta. Talvez Bolsonaro e Salles não saibam.

Quanto aos europeus serem safadinhos, eles são, sim, mas não pelos motivos que você coloca. São safados porque nos exploraram muito. Mas hoje os países deles têm cobertura florestal, parques conservados e tudo mais. Não sei se você já viajou pra lá, mas a realidade é diferente do que se lê em sites não confiáveis.

Enfim, o grande desafio do Brasil (e da região Norte) é mudar essa visão simplista das coisas.

Grande abraço,
Macunaíma.

Oie Macunaíma!
Seu comentário é bem embasado, e foi preciso, muito melhor do que o meu.
Só como detalhe, sobre ASG por coincidência o próximo entrevistado no meu podcast será uma pessoa que trabalha numa empresa especializada em assessorar empresas financeiras em relação a ASG.
Interessante você trazer esse tema e com certeza irei explorar esse tema na conversa.
Um abs!

O maior erro dos eleitores e atuais apoiadores do Bolsonaro é sempre fazer essa associação entre não apoiar o governo ser sinônimo de querer o PT de volta. Não, não quero o PT de volta, tampouco enxergo pontos positivos superarem os negativos na gestão bolsonarista. Aquela reunião, ao meu ver, só mostra um presidente alienado aos problemas urgentes do país e preocupado tão somente em ter contato direto com superintendentes da PF no RJ (witzel já está provando o real motivo dele querer interferir na PF – bem feito, são cria e criador) e um séquito falando o que ele quer ouvir. A reunião foi tão esdrúxula que nem sequer pauta teve, não foi discutido nada de relevante para a população em geral, só insultos, ameaças a minorias, transgressões a leis e palavrões.
Bolsonaro não teve culpa do surgimento dessa pandemia, mas é um inconsequente ao fingir que ela não existe, ao resumir tudo a uma questão de ser tema para pautas do Jornal Nacional. Como pode não termos um ministro da saúde nesse momento?
Por que os bancos públicos não fomentam crédito aos pequenos empresários já que esse governo pensa em ajudar o empreendedor? A grande mídia é manipuladora então aponte fontes sérias de informação que desmintam esses canais. Aliás, SBT e o canal do bispo só tecem elogios ao mito. Quanta credibilidade!
Sem falar na política sistemática de acabar com o direito das minorias! Não senhor Weintraub, não somos um só povo, somos resultado da mistura dos povos que por diversos motivos vivem nesse mesmo território que se chama BRASIL. Não reconhecer povos indígenas, quilombolas e outras minorias é o primeiro argumento para estimular a perseguição e exclusão. O Brasil tem uma dívida histórica com os afrodescentes.
Espero que em 2022 tenhamos candidatos verdadeiramente preocupados com os rumos do país e desejo que Bolsonaro governe até lá porque não acho positivo esses golpes que o Congresso chama de impeachment, contudo, o mito já percebeu que corre perigo e tratou de se aliar aos seus cometendo mais um estelionato eleitoral.

Olá, Moisés.
Eu já em 2016 achava que o impedimento da Dilma, nós estávamos tomando um caminho perigoso.
Um impedimento do Bolsonaro acho que colocaria nosso país em frangalhos do ponto de vista político. De um país robusto, com uma transição tranquila de poder de FHC-Lula-Dilma, para algo muito mais complicado.
Por outro lado, Bolsonaro já cometeu diversos crimes de responsabilidade. Só não há o impedimento dele, porque não há dois terços favoráveis a isso no legislativo, e porque a popularidade dele é de 30-35%, se fosse abaixo de 20%, seria difícil ele não ser retirado do poder.
Um abs!

Oi Thiago, blz?

Espero que vc e familia estejam bem.

Gostaria de informar que eu me inscrevi para receber notificacao de novos posts do blog por email mas infelizmente isso nao funcionou.

Sabe se outros leitores estão enfrentando similar problema?

Abraçao

Oie, Rodrigo! Beleza e você?
Cara, eu não manjo muito de mídias, etc, e estou aprendendo aos poucos.
Estou utilizando a versão gratuita do MailChimp, e foi por meio dele que consegui ligar com o site.
Você pode deixar automatizado, ou fazer manualmente.
Como estou republicando artigos, e escrevendo novos artigos, eu achei que seria muito e-mail para ficar mandando para o pessoal.
Pensei nos próximos meses de fazer um e-mail, englobando os artigos que vou publicar (na segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira), mais o podcast que irei publicar semanalmente mais alguma reflexão.
Pensei em enviar esse e-mail toda sexta-feira, para a pessoa ver o que interessa.
Não sei, achei menos invasivo, já que você se inscreveu, o que acha?
A ideia é começar o envio desse e-mail na sexta-feira, já que devo publicar mais um podcast e um artigo sobre o Japão.
Um abraço!

Oi Thiago,

Por aqu itd em ordem, felizmente.

Também não entendo de mídias. Estou tentando colocar uma ferramenta em que pessoas recebam notificação toda vez que comentam no meu blog a meses sem sucesso.

Com relação a periodicidade do aviso, acredito que isso é pessoal. Eu não me importo de receber na hora pois tenho um filtro e todas as atualizaçoes dos blogs que sigo vão para uma pasta. Quando estou com tempo livre vou lá e leio. Tem pessoas que ficam incomodadas ao receber e-mails em suas caixas postais constantemente.

O que posso dizer dos sites que tenhl registrado o envio de nova postagem é que a maioria deles avisa instantaneamente. Pouquissimos dão a opçãp de escolher a periodicidade de envio.

Como você pretende no momento escrever/republicar muitos posts, talvez a periodicidade semanal seja uma boa.

Com o tempo também você pode receber feedback do pessoal e ir arrumando de acordo com o seu gosto e do público.

Considero sexta-feira uma data boa, pois o pessoal pode usar o final de semana para ler.

Enfim, qualquer que seja a periodicidade, sempre foi, é e será um grande prazer ler o que escreve. Por meio dos seus artigos aprendi a ver a vida e o relacionamento com as pessoas de uma maneira diferente, ser mais compreensivo com diferenças e tentar entender o lado dos outros, o que acredito que me tornou uma pessoa melhor. Sou muito grato por isso.

Abração e bom fds

Olá, Rodrigo, grato pelo feedback, amigo.
E pelas suas palavras no final, só tenho a agradecer, amigo.
Obrigado.
Um abs!

Agora falando sobre o post

Não poderia concordar tanto com suas posições e até concordo um pouco colega acima que disse que Bolsonaro tem boa intenção de ajudar os mais necessitados pois conhece a realidade. Para mim o problema é que ele faria isso desde que isso não implique em tirar dele mesmo os vícios de político profissional que ele adquiriu com 3 décadas.
Agora, ter boa intenção não indica ser uma boa pessoa ou ter competência! Ele “tenta” fazer algo, mas por meios totalmente repudiáveis. Ele é incompetente (burro – no popular) para ocupar o cargo mais influente do país (sem entrar em detalhes que envolve a influência corrupta de empresas enormes e suas campanhas políticas indecentes!). Ele é despreparado e ponto. Não deveria estar onde está e ponto. É fato. Ainda não consigo, de verdade, entender quem defende que ele é a pessoa correta a estar na presidência.
Como discutia com a minha mãe ontem mesmo, fico abismado de perceber que certas pessoas se estiverem com um médico do lado (que atende a tempos a pessoa e a família – seja particular ou do SUS) falando que a pessoa deve ser vacina com a nova vacina da Covid e o bolsonaro aparecer na TV dizendo que a vacina é mais “um plano infalível da China” (como diria Weintraub) … a pessoa se recusaria a tomar e faria campanha para que as pessoas não tomassem.
Ainda tenho muito medo de isso de fato acontecer e comprometer mais ainda a economia do país, fazendo estender essa pandemia por aqui, mais do que já desnecessariamente está se estendendo.

Opa, Kronos. Primeiramente, obrigado por me adicionar! Em segundo lugar, grato pelo comentário.
A minha ideia, ao menos nesse site, é realmente colocar o que penso, e não necessariamente procurar a todo custo denegrir ou “humilhar” pessoas que podem pensar de forma diversa.
Por tanto, todos serão muito bem-vindos para comunicar o que bem desejarem, claro que com respeito mínimo, e de mim me esforçarei ao máximo para sempre manter a educação, mesmo se por ventura achar que a opinião não tenha qualquer fundamento.
Eu hoje pensei que adoraria entrevistar no meu podcast alguém que ache que o Bolsonaro realmente representa a mudança, algo novo e bom. Mas precisaria ser uma pessoa que pudesse acrescentar e soubesse ouvir também.
Sobre o seu comentário em específico, eu acho que um dos problemas da atualidade é a perda da nuance.
É errado dizer que sem o Bolsonaro o Brasil não teria milhares de mortes. Porém, também é errado não observar que não tem o menor cabimento o setor técnico, Ministério da Saúde, dizer uma coisa e o Presidente baseado em nada dizer outra no começo da curva da epidemia. Esse é apenas um exemplo. Então, dizer que o Bolsonaro não é diretamente responsável pelo que está acontecendo, ele sendo presidente, não faz muito sentido. Se não quer responsabilidades e ser cobrado, não seja presidente, simples assim, continuasse como deputado.
Eu creio que o Bolsonaro é o pior presidente da história republicana desse país. E acho que demos um azar danado dessa crise acontecer enquanto ele é presidente.
Ele é tão incompetente que ele consegue ficar mais impopular no meio de uma pandemia. Se tem algo que faz subir a popularidade é uma crise de graves proporções.
Bastava mostrar um mínimo de empatia, de se preocupar menos com ele mesmo e familiares, de ter um discurso coerente no combate a crise, que ele sairia maior, mesmo depois de tanto mal que ele vem ocasionando ao Brasil.
Estamos todos saindo menor dessa crise. O Guedes virou um anão. O Brasil está perdendo credibilidade e a posição que tinha no imaginário de outros países. Nós vamos encolher economicamente, teremos muitas mortes enquanto outros países terão uma fração (mesmo comparando mortes por 1m de habitantes).
Talvez saíamos dessa crise mais cínicos, com mais raiva, com desdém ainda maior pelo nosso país.
É triste. Enfim, continuemos na jornada.
Um abraço!

Boa Soul! Texto necessário, não nos acovardemos para os desafios políticos dos nossos tempos. É difícil ver uma luz em meio a tanta ignorância, mas o caminho é de fato não se esconder e falar a respeito. Discuto pouco de política fora da bolha, um pouco por motivos profissionais e também porque tenho dificuldades em ser eficaz. Tento com minhas contribuições aqui e ali, mas é algo que tenho pensado em como melhorar.

Seu blog/podcast pelo canal tem feito bem!

Olá, Pelicano.
Não vejo qualquer problema em discutir política. Política é a calçada da sua rua, é a escola dos seus filhos, é a situação sanitária de sua cidade, etc, etc.
Deixar que partidarismos inflame o que há de pior na gente, ou que faça a gente perder tempo em discussões sem fim em mídias sociais, aí não tem sentido. Isso apenas drena a nossa energia, nos deixa mais estressados e piora a nossa saúde física e mental.
Portanto, como quase tudo na vida, tendo sabedoria, é possível se exercitar, ter uma mente sã, comer bem, ler livros, fazer o que tem que ser feito, e ainda assim discutir política de uma maneira sadia.
Um abs!
obs: e obrigado por ser um ouvinte do podcast, amanhã lanço mais um

Cara ainda tento entender e interpretar nosso momento. Tbm nunca achei que Bolsanaro chegaria a presidência. Acho que fomos naturalizando suas falas e atitudes e agora estamos cavando a cada dia um buraco mais profundo. Qual sua opinião sobre o mercado? Tá ignorando? Ele já demonstrou sua ideia de Brasil. A conta vai ser cobrada.

Oie Alison!
Eu sou um verdadeiro “zé ninguém” para dizer o que vai acontecer com o mercado.
Dizem que é sábio olhar para o mercado para saber o que vai acontecer no mundo. Se o S&P500 já está em níveis superiores ao antes da pandemia, é porque o pior já passou.
Veja, mentes brilhantes trabalham em algoritmos para analisar os preços no mercado. Mentes brilhantes são pagas milhões de dólares para adivinhar para onde vai o mercado, então a ideia de olhar para o mercado faz sentido.
Porém,talvez pode significar simplesmente uma dissociação entre o mercado acionário e o resto da população. Veja, no meu antigo blog eu falava constantemente que os EUA viram sua expectativa de vida diminuir nos últimos 3 anos. Isso nunca aconteceu na história daquele país, muito menos em tempo de paz e sem uma pandemia grave.
Isso não é trivial. Como um país onde a expectativa de vida cai, enquanto no resto do mundo sobe, por 3 anos seguidos pode estar num bom caminho. E isso é irrelevante para o desempenho do mercado acionário.
Portanto, sim, o mercado é uma luz para saber o que muitas pessoas inteligentes pensam que estará o futuro, mas ele pode ser míope em relação a coisas que realmente importam a uma boa vida.
Portanto, creio ser possível separar a análise enquanto investimento da análise em relação a efeitos mais profundos.
Em relação ao Brasil, eu sou cético, e creio que a nossa bolsa vem acompanhando o movimento internacional. Eu creio que o país se afunda mais e mais, se isso será indiferente ao mercado acionário, não sei, vamos ver.
Um abs!

Ótimo post, Soul. A discussão, até aqui, também está muito civilizada e construtiva. Isso é raro de se ver com esse assunto, então ficam os parabéns também aos leitores/comentadores do blog.

De minha parte, acho o governo atual um desastre. Alguma coisa o congresso (que sempre foi muito ruim, mas o governo está tão ruim que até o congresso acabou se saindo melhor) ajudou a resolver, encampou algumas coisas. Outras maluquices o judiciário não deixou passar, pra nossa sorte. Mas eles continuam fazendo loucuras todos os dias e isso atrasa demais nossa vida, atrasa a economia, atrasa o combate à pandemia, atrasa tudo. Se tivessem feito direito, já poderíamos estar retomando as coisas, mas do jeito que vai estaremos até o fim do ano lutando com isso, porque o governo só atrapalha. É que nem enxugar gelo.

O pior pra mim é ver que Bolsonaro defendia a ideia de quadros técnicos, sem ideologia. E o que temos é exatamente o OPOSTO. O único quadro técnico que sobrou é o Guedes (e desapareceu). O que é a Damares? O Araújo? O Weintraub? O Salles? Todos loucos.
O que esses caras estão fazendo é aquilo que eles diziam do PT. Estão aparelhando tudo com ideologia, escolhendo malucos com base na ideologia.

É uma pena isso tudo. Tinha gente boa pra votar e colocar lá.

Oie Macunaíma!
Tenho certeza que esse novo site as discussões serão qualificadas. No outro site já eram, mas esse espero que sejam ainda melhores.
Veja, o Bolsonaro tem uma pauta de costumes que acho anacrônica, atrasada e sem qualquer ligação com o século 21.
Se ele fosse mais inteligente, ele teria encampado a reforma da previdência com todo o vigor. Teria encaminhado diversas reformas importantes ao país, já que a oposição ou não existia ou estava totalmente desarticulada. Poderia ter feitos discussões sobre temas sensíveis no país. Se não colocassem esses “malucos” citados por você, a popularidade dele iria lá para o alto, como o Lula.
Aí mesmo com essa pandemia, mostrando empatia, um mínimo de coerência e um plano para o País, a população, a maior parte dele, estaria ao lado dele.
Não. Ele gastou todo o capital político dele em basicamente nada. Tornou-se um presidente impopular em menos de um ano e meio de mandato. Eu acho um “case” de como ser incompetente.
Consigo entender que esse estilo dele que o levou à presidência. Imagine você como Bolsonaro. Um Militar que não teve sucesso na carreira. Um político do baixo clero da câmera, obscuro durante dezenas de anos. Não tem conhecimento. Não se esforça para ter conhecimento. Qual a chance de se tornar presidente?
Mas, ele se tornou. Com pouco dinheiro, sem apoio dos grandes partidos, é um baita feito.
Porém, creio que ele, e o seu entorno, não foram inteligentes o suficiente de que essa estratégia que levou alguém obscuro como ele à presidência, não seria suficiente para conduzir o país.
E o país vai sendo arrastado pela twitterização da vida política nacional.
Um abraço!

obs: peço que me adicione no seu blogroll amigo.

“Veja, o Bolsonaro tem uma pauta de costumes que acho anacrônica, atrasada e sem qualquer ligação com o século 21.”

O Brasil é um país de maioria conservadora. A pauta de costumes condiz com o que pensa a maior parte da população.
Eu discordo. Não tenho opinião sobre aborto. Não tenho nada contra a população lgbt e seu direito de viverem como querem, casar, adotar e seguir a vida.

Mas a pauta de costumes do governo representa o que a maioria pensa.

Olá, Dedé.
Eu acho que a palavra “conservadorismo” está sendo deturpada no Brasil, infelizmente.
Um amigo me presenteou alguns anos com um livro chamado “Como ser um Conservador” do Roger Scruton. Eu não conhecia esse autor britânico, mas ele aparentemente é um dos intelectuais do conservadorismo inglês. Pois bem. Ele fala sobre uma miríade de temas, e muito dos quais eu concordo inteiramente, outros me fizeram pensar e alguns outros apenas reforçaram minhas convicções. Talvez eu seja um “conservador”, se for um conservadorismo como o descrito nesse livro.
No Brasil, está se confundindo retrocesso com conservadorismo em minha opinião.
Portanto, eu acho que iniciar uma discussão sobre se o povo brasileiro é conservador ou não, já começa prejudicada até pela definição a priori do tema.
Se você quis dizer com que o povo brasileiro é em sua maioria “conservador”, que boa parte participa de uma religião institucionalizada, que se posicionaria contrária ao aborto, ou não vê com bons olhos casamento de pessoas do mesmo sexo. É bem possível, eu sinceramente não sei quais são os números.
Porém, isso são apenas algumas questões, dentro de um universo gigantesco de questões.
A esmagadora maioria da população não concorda com as ideias de armamento em massa, é quase 80% contrário. E esse parece ser um dos fetiches do presidente. O engraçado é que era um dos fetiches do Chávez, pois aparentemente boa parte da população lá foi armada. Esse é apenas um exemplo.
Eu não vejo nenhum problema em pessoas serem a favor ou contra o aborto, eu tendo a ser contra por influência da minha mãe. Creio que há bons argumentos de ambos os lados.
O meu ponto não foi nem esse. O meu ponto foi é que se ele fosse mais inteligente, ele poderia ter sucesso na aprovação de sua pauta de costumes.
Um abraço!

Fala, Soul!

Valeu pela resposta. É claro que a pauta de costumes do presidente é anacrônica. Ela está no século XIX, nem no XX. Não importa se a “população é conservadora”, o papel do Estado é avançar em políticas públicas e direitos. Basta ver o que fazem os países mais desenvolvidos. Basta ver como Nova Zelândia, Austrália, Noruega, Dinamarca, Suécia, Alemanha, etc. etc. etc. lidam com esses temas. Repito: não importa se a população acha errado casamento lgbt. Isso é fruto de problemas no sistema de educação do país. O trabalho do governo é avançar nessas pautas e nos colocar na vanguarda. Mas estamos retrocedendo.
Bem citado o Scruton. Aquilo sim é conservadorismo. O que estamos vivendo no Brasil NÃO é conservadorismo. É retrocesso. Infelizmente, estamos confundindo coisas que são muito diferentes.

E também vejo que o Bolsonaro desperdiçou tudo. Teve capital político para fazer muita coisa e jogou tudo fora. Com a moral dele no primeiro ano, poderia ter reformado tributação (mais do que necessária!) e mexido com muita coisa importante para a economia. Mas o que ele fez? A cada semana achava algum maluco com quem brigar. Inventava problemas DO NADA, só para aparecer na mídia (e já deu pra sacar que essa é a característica dele, pois vejam, qualquer ministro da saúde que aparece demais ele tira; ele mesmo disse que o sujeito estava aparecendo demais). Ao invés de usar a popularidade para passar as coisas importantes, ele ficou achando problema onde não tinha, criando polêmica vazia, brigando com todo mundo. A pauta andava uma semana, travava duas, andava mais uma, travava três. E assim foi. Muita, muita incompetência numa pessoa só.

Não tenho blog, Soul, por isso não posso adicionar. Mas se algum me aventurar nessa, certamente adicionarei.

Abraço,
Macunaíma

Acabou com o Pandemito !!!! Acho que o marketing dele é forte e sedutor. Tem gente esclarecida que realmente acredita que todo o sistema corrupto está contra ele, porque ele acabou com as mamatas. É surreal. Soul Presidente !!!

hahaha “Soul Presidente”??
Eu não tenho carisma nenhum, e não tenho feição para líder.
Não precisamos de um mito, messias, salvador. Eu ouço isso desde adolescente, mas parece que o Brasil tem dificuldade de aprender essa lição.
Mas, sejamos francos, a política é um campo fértil para esse tipo de perfil humano. E nós humanos temos uma tendência de querer soluções simples, e um salvador se encaixa bem nesse discurso.
Se os EUA, país mais poderoso do mundo, com uma economia forte, foi seduzido por esse discurso, imagine um país como o nosso?
Um abs!

Soul Presidente e “Viver de Renda” como ministro da economia kkkk

Aliás, falando nisto, seria ótima uma entrevista no podcast com o VR – se ele topar, claro!

Abraços!

Tentei, mas o VR declinou. Teve medo que a sua voz fosse reconhecida. Quem sabe se houver uma “pressão” de blogueiros e admiradores do VR, ele não aceite.
Um abs!

Sendo justo, Lula e FHC tb já fugiram de debates em eleições: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/evitar-debates-ja-foi-estrategia-de-lula-e-fhc-em-eleicoes.shtml.

Eu votei em Bolsonaro no 2° turno. No 1° votei em Alckmin.
Meu candidato era o Amoedo, mas esse não tinha a menor chance.

Meu voto foi contra o PT. Hoje não votaria novamente. Anularia meu voto. Jamais votaria no PT.

Bolsonaro é um péssimo presidente. Mesmo na economia, onde acreditei que ele poderia fazer um bom trabalho, já vinha sendo um desastre antes da pandemia.
Num ponto eu discordo de vc. Bolsonaro realmente foi um erro. Mas estamos errando desde 2003 ao eleger o PT.
É triste que Bolsonaro tenha o apoio de 20% da população assim como é trágico como um partido como o PT consiga ter tamanho apoio. Isso pra mim mostra o quanto nosso país é inviável.

E o pior é que a tendência é a polarização novamente em 2022. Bolsonaro de um lado, PT e asseclas do outro. Meu voto nulo estará garantido.
Se eu rejeito Bolsonaro, rejeito do mesmo jeito o PT.

Olá novamente, Dedé.
Não, amigo. No texto, eu digo claramente “segundo turno”. Isso nunca aconteceu no Brasil. No primeiro turno, com 8-10 candidatos, isso não é um debate, é uma cacofonia de vozes. Mesmo assim, o Bolsonaro conseguiu ser muito fraco.
Estou falando de debates de 2 horas de uma pessoa com outra pessoa, quando não tem como fugir. Como os debates nas eleições presidenciais americanas. Então, não, não é uma questão de Justiça, e quando escrevi eu já sabia claramente que FHC e Lula não tinham ido em uma das eleições a debates de primeiro turno.

Sim, Dede. O voto da esmagadora maioria foi contra o PT. Há inúmeras razões para isso: umas muito boas, umas boas, umas ruins, umas muito ruins. Aí é uma questão de reflexão de cada um.

Eu também discordo de você. Um colega creio que o “peão playboy” disse que eu deveria também olhar os pontos positivos do governo bolsonaro. Vamos ver, isso só podemos saber depois que o governo dele acabar. Será com um impecheament? Será uma derrota em 2022? Será em 2026? Não se sabe. Porque falo isso, pois o governo do PT há muito já acabou, são quatro anos que o PT não está mais no poder. Além do mais, houve diversos governos do PT, em diversos momentos.
No que discordo de você? De que o PT errou em absolutamente tudo desde 2003, inclusive na economia. Isso não tem sentido e não condiz com os fatos. Em Lula I foram feitos enormes superávits primários, maiores até do que o recomendado pelo FMI. Foi por isso que a nossa dívida bruta entrou em trajetória de queda. No governo do PT foi criado uma enorme reserva cambial de quase 400 bilhões de dólares. Esse monte de investimento com isenção de imposto de renda muitos deles vem de leis sancionadas pelo Lula 1.
Em outras áreas, Lula 1 começou a apontar como PGR o primeiro lugar da lista tríplice de escolhidos pelos próprios procuradores. Isso deu total independência, tanto que o PGR denunciou todos os figurões do PT no Mensalão. Isso se manteve até Dilma 2. Com Temer, ele não escolheu o primeiro da lista, mas sim a segunda. E Bolsonaro simplesmente ignorou a lista. Isso faz a PGR perder um pouco de credibilidade, algo que foi difícil conquistar.
A PF foi aparelhada (no sentido material) no início do Lula 1. Tanto que eu me lembro bem, um dos motes da campanha para Lula 2 era a quantidade enorme de operações policiais no lula 1 se comparado com FHC2. Portanto, o próprio governo do PT ajudou na construção de instituições de controle mais sólidas, tanto que essas mesmas insituições fizeram o seu trabalho mesmo que isso tenha se voltado contra o próprio governo do PT.
Logo, talvez o governo bolsonaro seja péssimo, mas depois dele terminar, poderemos ver com mais clareza o que foi feito de bom e importante para o país.
O processo de construção desse país, como dito no texto, é lento mesmo. Muitos governos e pessoas são responsáveis pelas melhoras que tivemos nos últimos 30 anos.
É evidente que poderíamos estar muito melhores. É evidente que os governos anteriores poderiam e deveriam ser muito melhores.
Mas essa é nossa história.
Um abraço!

obs: tem um monte de gente diferente de Lula e Bolsonaro. Não há qualquer necessidade de anular o voto em 2022.

“O governo de Bolsonaro não é surpresa para ninguém”
Pra mim também nunca foi, mas por incrível que pareça vejo muita gente que votou nele reclamando. Expectativas frustradas.
No segundo turno eu ia votar em branco, e minha esposa conseguiu me convencer que desta forma estaria votando nele. Então acabei votando no poste do Lula. Tem gente que não entende este meu voto até hoje, mas foi para manter a boa harmonia do casamento, rs.
Abraço!

Meu grande amigo UO! Quanto tempo!
Primeiramente, parabéns pelo sucesso dos seus blogs. Li há um tempo atrás que você estava tirando mil dólares mês? Uau hein!
Parabéns!
Já aproveito para você colocar no seu blogroll, esse meu novo site.
Opa, Uo, aí fica ruim hein, tem que votar em pessoa que você não quer para preservar a harmonia do casamento? hehehe
Mas, estou contigo, quando estávamos em Sydney, fiquei na casa de um surfista que conheci quando estava surfando em Fiji. Uma experiência maravilhosa. Um casal simpático com dois filhos lindos, e um cachorrão enorme. E nós que estávamos dormindo no carro há dois meses, tínhamos uma cama limpa e grande só para nós! Uau!
Conto essa história, pois a mulher dele ficou braba por alguma coisa, ele ficou calmo, e falou para mim bem baixo “Happy Wife, Happy Life” (esposa feliz, vida feliz).
Foi a frase mais sábia que já ouvi sobre relacionamentos. Eu às vezes não sigo esse conselho, e não deixo minha companheira feliz, e a minha vida não fica boa.
🙂
Um grande abraço!

kkk

é isto mesmo “Happy Wife, Happy Life”

mas independente da esposa, eu não estava confortável para votar no Bolso e votando nulo/branco estaria de fato dando o voto para ele, então a posição da esposa foi só um ponto a mais.

Na época da eleição postei lá no Twitter esta minha posição, fui muito criticado: “como um investidor vota no PT?!”.
Só respondi: na vida nem tudo é dinheiro, há outros valores a se considerar.

Outro dia postei lá no Twitter que tinha votado no Haddad, do nada perdi 200 seguidores. Hoje evito falar de política lá, as pessoas não estão preparadas para lidar com pensamentos contrários, preferem viver em uma bolha.

Espero não ter que votar no PT novamente, acho que é um partido que perdeu seu propósito inicial, mas se der Bolsonaro x PT novamente no segundo turno vou ter que optar pelo PT. Mas vamos torcer para aparecer uma “terceira via mais viável” rs.

Abraço e sucesso aí no novo site.

Olá, UB!
Pois é. Se a pessoa precisa de seguidores, ou se de alguma maneira se remunera com isso, precisa andar em ovos hoje em dia.
Até 2022 tanta coisa vai acontecer nesse país, e com as nossas vidas, que é melhor esperarmos.
Um grande abraço!

Tenho que comentar, só para dizer: Uó, você ganhou um admirador então. De fato, nem tudo na vida é dinheiro, e a realidade é mais complexa do que fanatismos políticos.

Olá amigo Soul.

Em primeiro lugar espero que sua família esteja bem. Que sua filha seja uma criança muito feliz.
Admiro bastante a sua forma de pensar e como coloca seus argumentos.
No tema em questão, discordo de muita coisa e de certa forma percebo uma certa indisposição sua em reconhecer os aspectos positivos do governo.
Tenho 42 anos, o primeiro presidente que me lembro foi Collor. Minha recordação dessa época foi de um país com hiperinflação e do confisco da caderneta de poupança. Depois veio o Itamar, mandato de curta duração e quem teve mérito pelo que seria depois o plano real.
Aí veio o FHC surfando num plano que ele não sabia do que se tratava mas acabou levando o crédito, pedindo pra esquecer tudo que ele tinha escrito e comprando os votos pela reeleição. Teve ainda o estelionato eleitoral com relação a política cambial. Depois o Lula que nunca soube de nada e que organizou o maior esquema de corrupção do país. Conseguiu se reeleger devido a melhora econômica que o Brasil teve com o ciclo das comodites. Roubou e deixou roubar à vontade. Depois veio aquela senhora que não tenho condições de escrever o nome. Sob o governo dela o país afundou de vez. Não acredito em Brasil virar venezuela, mas certamente nosso caminho nas mãos dela não seria bom. No governo dela tivemos o maior esquema de corrupção do país. Um dos maiores do mundo. Fala sério que Bolsonaro é pior do que eles?
Bolsonaro na minha opinião, é de longe o melhor presidente que já tivemos depois da redemocratização. Isso agora, depois dele ter falado todo tipo de besteira.
Dizer que ele foi eleito o pior presidente em matéria de enfrentamento do covid, nao faz a menor diferença. Imagino só quem foram os eleitores!
A grande verdade é que ninguém sabia e não sabe nada sob o covid. Estão todos aprendendo. Quem acredita que sabe o que fazer e qual a melhor forma está no mínimo se enganando. Pq ninguém sabe.
Transformaram o Covid numa pauta política. E agora a moda é culpar Bolsonaro pelos mortos.
Quer dizer que o governo federal gasta uma fortuna, os estados e municípios tem autonomia pra fazer o que quiserem em matéria de enfrentamento ao covid, mas a culpa dos mortos é de Bolsonaro?
Desculpe me alongar. Normalmente não escreveria uma linha nesse tipo de discussão, mas você é um cara diferenciado.

Olá, Ricardo! Grato pelo comentário, amigo. Discordar é essencial. Discordar, desde que de maneira pacífica, é o cerne da política.
Discordar de boa-fé sabedor que sofremos de víes de confirmação (todos, eu incluso) e com o intuito genuíno de aprender com a discussão, e mudar de opinião se melhores argumentos apresentados, isso, meu amigo, é o tecido que constrói nações fortes, indivíduos fortes, empresas fortes, etc. Não há nenhum empreendimento humano que não saia fortalecido com esse tipo de postura.
Sobre sua mensagem.
Veja que diferença de percepção. Eu vou fazer 40. A minha percepção do Collor era exatamente essa que você tinha. Já a do meu pai, com seus 81 anos, e tendo vivido muito mais coisas do que você e eu, sempre me disse que Collor tinha feitos grandes coisas. Ele forçou a abertura do país, a modernização do país, que tinha ficado muito para trás com os militares. Ele acabou com uma coisa chamada conta ao portador. Aparentemente, as pessoas poderiam ter contas em banco sem ser identificadas. Collor acabou com isso. Sabe aquela lei de repatriação de recursos no exterior do Temer? O meu pai me disse que quase todo aquele dinheiro era dinheiro que tinha saído no início da década de 90 justamente pelo fim das contas ao portador. Foram dezenas de bilhões de dólares, isso naquela época, talvez hoje fosse o equivalente a quase um trilhão de reais. Eu li um artigo na época que dizia que era isso mesmo.
Itamar foi um governo de transição fantástico. Ele se comportou com dignidade no impechament do Collor, ao contrário do Temer. Entregou um país pronto para ser governado ao FHC.
FHC fez muitas bobagens, mas fez muitas reformas estruturais. Reforma administrativa da EC20. Lei de responsabilidade fiscal (a mesma que derrubou a Dilma). Estabilidade da Moeda. Criação de planos de assistência para combate a extrema pobreza. Sim, ele realmente produziu o “estelionato no câmbio” para se reeleger. Ele não deveria ter feito isso.
Lula veio e criou o CNJ, numa tentativa de dar transparência ao Judiciário, o poder mais opaco de todos. Ele reformulou a lei das SA, da recuperação judicial, o que foi um marco no direito empresarial. Aumentou o bolsa família, um programa elogiado internacionalmente. Colocou o caminho na erradicação da fome. Estruturou todos os órgãos importantes federais (AGU, Receita, MPF, Policia Federal). Construiu uma boa imagem do Brasil no exterior, etc, etc.
Talvez pela afluência de recursos, o Brasil não crescia tanto desde da década de 70, cumulada com uma vontade de permanecer no poder, cumulado com monte de políticos e pessoas querendo se enriquecer, foi montado um enorme esquema de corrupção. Esse esquema, junto com a inabilidade da Dilma 2, levou o PT a perder o protagonismo que tinha nas últimas décadas.
Veio Temer, e apesar de achar que ele não agiu de forma correta no impecheament, ele tentou fazer um governo de transição e deixar um país melhor para o sucessor. Nesse ponto, acho que ele foi vitorioso.
E agora estamos no Bolsonaro 1 (espero que termine por aqui). Como disse numa resposta para o Dede, depois que o governo dele acabar, poderemos analisar se foi feito alguma coisa boa, e se o país estará melhor ou pior do que ele recebeu, pois essa deveria ser a métrica.
Eu acho que não só ele vai entregar um país muito pior, mas como regrediremos em algumas áreas décadas.
E, ao contrário de você, ele para mim de longe é o pior presidente da história.

Sobre ser eleito o pior presidente em relação ao enfrentamento a covid-19, se não me engano foi a Eurasia, a maior empresa de análise política do mundo. Esses caras querem estar certos, a reputação deles depende disso. Se isso não quer dizer nada para as pessoas que votaram, eu também acho que não. Diz mais sobre como o Brasil está sendo conduzido e o buraco que estamos nos metendo.

Sobre ninguém saber sobre o COVID-19, sim, amigo, eu sei bem. Eu fiz dois podcasts sobre isso, escrevi 12 artigos sobre o tema, e já li sem brincadeira dezenas de paper científicos. Estou bem ciente de toda complexidade da situação.

Não, amigo. Foi o contrário, justamente o contrário. Quem transformou uma crise sanitária numa questão política foi o Bolsonaro. Basta ver que não temos uma ministro da saúde, e dois já se foram. Você já se perguntou o motivo? Ninguém sério, até por questão de responsabilidade legal, quis aceitar as ordens do presidente.

O meu maior pesar é imaginar que se uma pandemia não une um país, e não faz com que as pessoas tenham o objetivo de melhor enfrentar a pandemia, o que irá nos unir? Fica a indagação.

Um abraço, grato pelo comentário, e inscreva-se para receber o meu material (política vai ser uma proporção mínima).

Olá Soul,

Agradeço pelo seu contraponto.
Claro que todos os presidentes anteriores fizeram coisas positivas pelo país. Meu breve resumo foi no sentido de mostrar apenas que nosso sarrafo é baixo e de certa forma injusto dar o título de pior presidente pra um cidadão que ainda não terminou seu 2 ano de governo.
Sinceramente Soul, não sei qual a sua percepção de país nos últimos governo daquela senhora. O Brasil estava ou não enfrentando uma gravíssima crise econômica com a inflação retornando a patamares elevados? E desemprego, o que dizer ?
Era nesse país que eu vivia quando votei em Bolsonaro, a contra gosto.
Não podemos esquecer jamais isso. O Brasil não era uma Suiça até ele ser eleito.
Bolsonaro foi eleito com suas posições muito claras. Como nenhum candidato nunca teve.
Conseguiu se eleger com uma quantidade ínfima do dinheiro do cidadão. Coisa até então inimaginável.
Soul, como era a escolha dos ministros nos governos anteriores? Uma reunião de quadrilhas e divisão entre os políticos com maior poder. Basta dizer que o ministro da justiça de FHC foi Renan Calheiros! Fala sério!
Os ministros eram sempre políticos que não sabiam NADA das pastas que eram responsáveis. Esse era o padrão.
No seu primeiro ano de governo conseguiu fazer a tal reforma da previdência, muito melhor do que o esperado. Deu condições pra que o país gastasse o $ que precisou gastar com o covid.
Fico imaginando como seria passar por esses problemas com Guido Mantega e aquela senhora comandando a economia do país. Deus teve piedade de nós.

Com relação ao covid:

Um problema de saúde, sanitário, social e econômico.
Não adianta tratar como apenas um problema de saúde. Todos os fatores são importantes e devem ser levados em conta. No meu estado foi uma briga política desde o início. O governador disputando com o prefeito quem tomava a medida mais extrema. Sem base técnica nenhuma. Tudo na base do que a Globo mostra como o ÚNICO caminho.
No meio disso tá Bolsonaro dizendo o óbvio, o país não pode parar. As pessoas precisam trabalhar e sobreviver. Ficar em casa funciona pra um percentual ínfimo da população brasileira.
Com relação ao ministro da saúde: fez as ações que achou corretas a despeito da opinião contrária do presidente.
Pq não temos um ministro da saúde agora? Simples pq os ministros não sao mais escolhidos como antigamente!
Coisa fácil seria botar um político do PMDB pra tungar os cofres públicos.
Paro por aqui. Agradeço mais uma vez o espaço pra eu escrever minhas bobagens.

Soul,
gostaria, se possível, que vc escrevesse sobre aspectos práticos da viagem que vc fez.

Obrigado!

Olá, Ricardo!
a) Veja, eu não sei de todos os detalhes sobre o que ocorreram em governos quando eu era adolescente. Eu não sabia nem o nome dos primeiros presidentes, e ainda confundo (o podcast sobre os presidentes da folha foi muito interessante para eu conhecer um pouco mais, pretendo escutar novamente). Eu também não sei todos os detalhes de quem foi nomeado para o quê. Entretanto, apesar dessa falta de conhecimento histórico, eu creio ser possível refletir sobre o que está ocorrendo e o que ocorreu.
a.1) Se o seu ponto é que havia indicações por questões de apadrinhamento, corrupção, etc, em governos passados, com certeza havia. Nosso país foi construído sobre o patrimonialismo, sob setores cooptando o governo para interesses próprios.
a.2) Eu acho que nada mudou com Bolsonaro, pelo contrário piorou. A corrupção não é apenas o recebimento de dinheiro . O enfraquecimento das
instituições é uma maneira talvez até mais nefasta de corrompê-las.
b) Você fala que os Ministros não sabiam nada. O Lula chamou um cara da oposição (pelo menos o partido) para tocar a economia. O Meireles. A ex-ministra Marina Silva é reconhecida internacionalmente por ter colocado o desmatamento da Amazonia numa trajetória de queda, algo que foi interrompido em recentes anos. O Serra quando foi ministro da saúde é reconhecido pelo seu trabalho com genéricos, e com tratamento de pessoas com AIDS, aliás durante muito tempo o país foi referência na área.
Então, veja Ricardo, dizer que não tinham ministros técnicos, e que tudo mudou em 2019, é completamente falso. Assim como o governo tem alguns quadros técnicos (o atual), tem inúmeros outros que não tem quaisquer condições técnicas, e apenas fazem mal ao país.
c) Você está falando do cenário de 2014-2015, colega. A Dilma caiu em 2016, e em 2017-2018 o país já estava com inflação em franca queda, bem como taxa de juros. Se houve uma crise econômica profunda? Sim, claro que houve, e muito devido pela incompetência da Dilma1. Não há qualquer novidade aqui.
d) Reformas da Previdência foram feitas por FHC, Lula e Dilma. Um blogueiro querido pelo pessoal que converso pelo whatsapp falou para mim no começo de 2019 que “temos que fazer X na previdência dos servidores públicos”, eu apenas respondi que esse X já tinha sido feito em 2013 pela Dilma. As pessoas às vezes comentam sem conhecer as nuances das questões. Fala-se muito da mídia, mas quem passou essa reforma da previdência foi a mídia, e não por causa do Bolsonaro, mas sim apesar dele.
E mais, os primeiros 180 dias de um novo presidente, como sempre dizia Ciro Gomes, ele tem uma força incrível e deve aproveitar isso. E Bolsonaro jogou tudo no lixo esse capital político dos primeiros 180 dias.
Sobre retorno econômico, colega, há o princípio da regressão à média. O país vinha do maior crescimento econômico desde a década de 70. Excessos foram cometidos em tudo que é lado: desde empréstimos do BNDS, a construções imobiliárias. Crise é assim mesmo, uma hora passa. O que aconteceu é que o Brasil encolheu a capacidade sustentada de crescimento para algo em torno de 1.5-2% do PIB. Portanto, crescer o PIB nessa faixa é quase que o basal de nossa economia.
f) Eu não entendi a sua fala sobre o Bolsonaro criar as condições para gastar. Amigo, o país ainda tem déficit primário, nossa dívida bruta ainda estava crescendo. Sim, ele não foi o responsável pela situação, mas o Brasil já estava fragilizado. Infelizmente, veio a pandemia para fragilizar mais ainda.

Sobre a pandemia
a) É evidente que não é um problema apenas de saúde pública. Desemprego aumenta suicídio. Piora econômica aumenta stress, stress aumenta derrames, infartos, etc. A interface entre desempenho econômico e saúde é de muito conhecida, amigo. Não há qualquer novidade aqui. Mas, no meio de uma epidemia, por um agente não tão conhecido (conforme suas palavras), a crise sanitária ganha proeminência. Até porque nenhuma economia anda com uma crise sanitária fora de controle.
Há diversos estudos técnicos feitos em relação a pandemia de 1918. E a conclusão da maioria deles foi que as cidades americanas que se isolaram mais rapidamente e com mais intensidade, se recuperaram economicamente muito mais rápido, e ainda com muito menos mortes, do que cidades que se demoraram a isolar ou fizeram de maneira tímida. Isso é aplicável a essa pandemia 100 anos depois? Vai saber. Em momentos de incerteza, quem estuda e reflete se apega ao que tem. Porém, temos o caso da NZ, e a atuação impecável de sua primeira-ministra.
b) Logo, o que Bolsonaro fez não foi, como alguns dos seus defensores, tentam transparecer “ah, ele estava preocupado com a economia”. É óbvio que todos estão preocupados com isso, até porque se a economia for para o buraco quem sofre mais imediatamente são os Estados e Municípios que não podem fazer dívidas, imprimir dinheiro e precisam lidar diretamente com as demandas diretas da população, ao contrário da União. O que ele fez foi simplesmente “lavar as mãos” no momento quando o país precisava de um líder para guiar num momento tão difícil. Pior do que “lavar aos mãos”, ele fez anti-ciência, menosprezou o potencial lesivo do vírus, fez pouco caso de mortes, ou seja uma desastre completo, e é por isso que ele ganhou o título de pior líder do mundo no combate à pandemia. Isso não tem nada a ver com sopesar a economia com a crise sanitária.
c) Por fim, não temos ministro da saúde, pois hoje a loucura tomou conta do país, ou ao menos do governo. Não tem nada a ver com indicação política ou não, amigo.

Sim, vou escrever sobre viagens, política, nutrição, saúde, finanças, independência financeira, ciência, etc. Esse sempre foi o meu objetivo no outro blog, e continuará aqui, especialmente com o podcast.

Um abraço!

Soul,

Não consigo tratar os resultados que o governo vem tendo em todas as esferas de forma tão assimétrica como vc faz.
Quer dizer basicamente que tudo de positivo a responsabilidade foi de alguém que não do presidente. E tudo de ruim foi por responsabilidade dele.
Não vejo a vida desta forma sob nenhum aspecto.
Sobre o covid-19.
Faltou e falta honestidade pra tratar deste assunto.
Tentaram vender uma solução pra o problema que simplesmente não existe.
Fique em casa! Quem sabe assim o vírus não desaparece como por mágica? Use máscara! Como assim? Máscara sempre foi utilizada pelas pessoas doentes pra evitar a propagação de uma das formas de transmissão. O uso da máscara traz uma falsa sensação de segurança. Não existe remédio pro covid e tudo indica que não existirá.
Sabe o grau de evidência pra manter as pessoas em casa? Nível 5. TB conhecido como achismo. Mas foi vendido pra população como verdade absoluta e incontestável!
Vc perguntou o que o governo fez pra tratar desse assunto? Muito simples, fez $ chegar na ponta pra que o estrago não fosse ainda maior.

Abraço irmão.

Oie novamente, Ricardo
a) Sim, desde os primeiros artigos da minha série, o pessoal estava confundido o achatamento da curva com o número total de casos (área sob a curva). São dois conceitos distintos, e infelizmente nem os governos, nem a mídia conseguiu passar isso para a população
b) Máscaras é um tema mais complexo. Se todos pudessem usar N-95, não há menor dúvida que o contágio seria quase que eliminado.
c) Sim, muitas incertezas.

Um grande abraço e valeu!

Olá Soul,

Tudo bom?

Por um lado, eu concordo com tudo (ou quase tudo) o que você disse.

Entretanto, existem alguns fatores a respeito do Bolsonaro que julgo serem muito importantes para a sua popularidade e que eu também de certa forma simpatizo.

1) A imprensa é extremamente parcial e desonesta com o Bolsonaro, de modo inescrupuloso.

Por que digo isto? Porque ela DISTORCE muita coisa do que ele faz. O Bolsonaro já tem, por si só, os seus defeitos e erros – e não é necessário eu elencá-los aqui. Entretanto, a imprensa distorce e parcializa muitas notícias relacionadas a ele de modo que, para um público minimamente atento, chega a ser escandaloso.

E o que isto provoca? Ao ler a imprensa, você passa a defender o Bolsonaro. Por que o Bolsonaro está certo? Não. Vc o defende porque percebe o jogo sujo da imprensa. A analogia que gosto de fazer é:

– imagine um ladrão que roubou uma velhinha. Daí vem a imprensa e o acusa de assassinato. Oras, mas você sabe que este ladrão não matou ninguém! Vc o defende da acusação de assassinato! Isto significa que ele é uma boa pessoa? Claro que não, ele continuou roubando a velhinha…. só que na “fotografia” ou na superficialidade dos acontecimentos, acaba ocorrendo uma inversão de valores em que o algoz (o ladrão) acaba virando vítima, por ter sido falsamente acusado de assassinato.

A imprensa poderia deixar o Bolsonaro se queimar por si só, porém não o faz – gosta de ser parcial e criar carnaval de distorções em cima para que ele fique ainda pior do que realmente é. Com isto, fica até parecendo que o Bolsonaro tem razão.

2) O Bolsonaro desnuda e revela o cinismo da política brasileira e de sua imprensa (isto não significa que ele seja santo)

Falta na política brasileira alguém que seja “real”, no sentido de anti-establishment. A população brasileira tem muitos corruptos. Nossa educação está longe de priorizar valores como honestidade e integridade. Exemplo disto é a classe média e alta pedindo e conseguindo o auxílio emergencial, ainda que sem direito a isto, um crime.

Diante de uma população tão corrupta como a nossa, o que se reflete no quadro político, é preciso alguém de pulso + forte para lutar contra isto. Temos sim um congresso corrupto, chantagista, baseado por toma-lá-dá-cá e não por princípios. O mesmo vale para o judiciário, que não possui superioridade moral alguma no que se compara com o restante da população. São igualmente voltados + para os seus interesses particulares, incompetentes num sistema moroso, ganham uma fábula e tem direito a regalias obcenas. Se axam superiores pela pompa e status que o meio jurídico lhes dá, porém na prática são execráveis sob o ponto de vista moral. Claro que há exceções, porém é minoria. O próprio Supremo é formado em seu colegiado por indicações políticas, como poderia surgir algo de bom nisto?

Justiça, ao meu ver, não tem a ver com poder. Se um colegiado se forma por indicação de um cargo político (presidência), a coisa veio podre desde o início – ainda que não seja o mesmo presidente que indique todos e isto se dê ao longo de um percurso histórico….

Eu axo engraçado quando muitos falam com pompa das “instituições” e da “democracia” e de uma série de valores… como se o mundo fosse maravilhoso e tudo funcionasse às mil maravilhas! A imprensa retrata muitas vezes a realidade brasileira como se nunca houvesse interesses político-econômicos por detrás de alguns discursos.

Gostam de retratar um discurso de “esquerda” e coletivista de “direitos” como se o (excesso de) imposto não fosse uma coerção anti-ética estatal. Gostam de retratar uma série de direitos utópicos na constituição sem que isto se reflita em realidade ou sem que haja condições reais sócio-econômicas de se bancar isto. Falam dos direitos, mas não dos deveres. Priorizam o vitimismo em detrimento do protagonismo.

Bolsonaro, por mais chucro que seja, dá um basta nesta hipocrisia reinante e desnuda aquilo que os políticos não falam. É a antítese, neste sentido de um Michel Temer ou Dória da vida, que seguem toda uma cartinha linda, são impecáveis nas fotos e execráveis moralmente por dentro dos seus reais interesses. Bolsonaro é real.

3) Isto que vou falar pode ser considerado um aspecto “negativo” ou positivo, a depender de como vc veja.

Bolsonaro não possui uma personalidade de convergência de interesses (como o Temer exemplarmente tinha). Isto é, vamos todos nos reunir numa mesa, democraticamente, discutirmos e vermos uma solução possível para o progresso do país. Todos serão ouvidos em seus interesses e a média da força política de cada um gerará um “resultado” possível.

Pelo contrário. Bolsonaro, neste sentido, é destruidor, alguém que fecha no seu núcleo duro e diverge, briga, pesadamente com quase todos. Ao invés de tentar se entender com os que têm uma visão oposta, ele se fecha com quem tem a mesma visão que ele e parte para a guerra.

Em algumas situações isto pode ser bom, em outras péssimo.

Veja, tudo isto que falei parece que sou um bolsonarista de carteirinha (kkkk), mas não sou. Por mim, o Amoedo teria sido eleito. Eu consigo entender e concordar até com muitos aspectos que você, Soul, colocou – assim como tenho também esta outra visão. Mais do que abraçar perspectivas de modo cego ou doutrinário, gosta de apenas observá-las! Isto já basta!

Abraços!

Olá, Renato C! Obrigado pela visita amigo (e se inscreva no podcast, se gostar é claro, e para receber novidades, se quiser é claro!).
O seu comentário é riquíssimo e abrange várias facetas, e eu não vou abordar muitas delas, talvez a maioria.
Veja, começando por “3”. Tiranias e regimes destruidores começam exatamente assim. Será que se sentar numa mesa com Hitler em 1930 e discordar dele, o que aconteceria? E se sentar numa mesa com ele em 1934? Agora com certeza absoluta nós sabemos o que aconteceria ao se sentar numa mesa e discordar dele em 1941.
E Stalin? São famosas aquelas cenas do Stalin dando um discurso e as pessoas aplaudindo de pé por cinco minutos. Dizem quem parasse de aplaudir primeiro, no outro dia desaparecia.
Agora, o país num momento de crise, é preciso líderes resolutos, isso não tenho dúvida. Mas numa democracia, essa resolução sempre vem por debates e por ouvir a divergência.
E, não, eu não vejo um espírito a la Churchill em nosso presidente.

Sobre o seu ponto “1”, eu realmente me assunto que esse discurso esteja ganhando corpo, mesmo em pessoas sensatas como você, meu amigo. A mídia passa por uma crise enorme ao redor do mundo. Crise financeira mesmo. Porém, nós precisamos de jornalismo profissional. Fora do Jornalismo profissional, sobre o quê? Terça-Livre? Diário do Centro do Mundo?
Sem NYT, quem vai fazer o papel de investigação de uma imprensa livre?
Isso é um assunto para lá de complexo, e há muito material e podcast em inglês sobre o tema.
Agora, a mídia sempre foi parcial. A famosa edição da globo no debate entre lula e collor em 1989 é ensinada até hoje de como um veículo de comunicação não deve se comportar. A postura da mídia em relação à lava-jato e ao debacle do governo Dilma 2 também foi extremamente parcial.
Agora Bolsonaro ataca a própria imprensa. Infla os seus apoiadores até a partir para agressão física. Nada de bom irá sair daí.
Se a imprensa distorce tudo em relação a Bolsonaro, ou se não tudo, uma parte significativa, como a sua mensagem deixa transparecer, ele tem o privilégio ter ter mídias sociais para dizer o contrário. Ele tem o privilégio de dar coletivas de imprensa e apontar o contrário.
O ataque à imprensa de forma grosseira e agressiva não está nos levando a um bom lugar.

Já no ponto “2”. Renato, meu amigo. Ele e os filhos faziam o que há mais de corrupto e o que acontece em qualquer cidadezinha do interior, que é rachadinha de salário. Ele e os familiares também colocaram dezenas de familiares e conhecidos, o que há de mais comum na política com “p” minúsculo brasileiro. Ou seja, antes de serem tão conhecidos, eles praticavam o que há mais de banal em corrupção nesse país. “Ah, eles não estavam ligados a grandes esquemas de corrupção”, é claro que não, nem se eles quisessem. O que um deputado desconhecido e obscuro iria poder oferecer? É por isso que ele e a família ficaram nesses atos de corrupção menor, e com essas ligações ainda não explicadas com milicianos.
Portanto, não, Bolsonaro não representa absolutamente nada de novo, pelo contrário ele representa o que há de mais atrasado em nossa política. Ele se vendeu de forma diversa em 2018, ok, algumas pessoas acreditaram. Acreditar nisso em 2020 precisa de muita imaginação, em minha opinião.

Obrigado pelo belíssimo comentário, meu amigo.

Um abraço!

Olá Soul,

Tudo bom?

Ouço sempre o podcast = )) Muito bom ele!

Sobre o ponto 3: “vamos num sentar numa mesa e chegar numa convergência de interesses, pela conversa”

Vc apontou bem sobre regimes totalitários. Mas vamos ver o outro lado também:

Até que ponto isto é bom quando vc está lidando com bandidos? O Temer fazia isto, negociava com bandidos para que a pauta política andasse. Isto me lembra aquelas situações clássicas de filmes de ação que gostam de dizer que “FBI não negocia com bandido” e coisas do tipo.

Repare, eu não tenho posição fechada, estou apenas apontando perspectivas.

Este caos que o Bolsonaro causa, num regime democrático, pode ser bom, pelo “chacoalhão” que é dado. As coisas se movimentam (e não necessariamente se movimentam para um regime totalitário, isto é o que a oposição quer apontar) (embora ok, seja um risco se não bem dosado) Nós poderíamos ter um cenário político em que houvesse calmaria absoluta, todos os os interesses atendidos num grande acordão (como foi o mensalão) e uma calmaria sem fim. Este outro cenário seria positivo?

Sobre o ponto 1: eu sempre defendi uma imprensa imparcial (ah, isto é impossível, ok, mas que sempre almejasse de boa fé uma imparcialidade) (nem isto é feito).

E concordo que a mídia sempre foi parcial. O descrédito que ela experiencia hoje é fruto disto, ao meu ver. Ao meu ver, ela vem se tornando cada vez mais parcial.

No passado, era mais comum vermos em jornais a devida separação do que são fatos, notícias, eventos e, logo abaixo, opiniões diversas sobre o ocorrido (que podem 2, 3, 4, 5 visões diferentes). Quando se separa fato de opinião, todos ganham! Quando se misturam ambos, todos perdem!

Ocorre que no reducionismo que vivemos hoje (que as pessoas não querem mais ler e querem tudo mastigado), fazer um jornalismo sério e profissional ficou + difícil em termos de viabilização comercial.

Sobre o ponto 2: eu concordo com vc sobre rachadinhas, etc (por isto que coloquei que Bolsonaro não é santo).

O meu ponto a dizer isto “O Bolsonaro desnuda e revela o cinismo da política brasileira e de sua imprensa (isto não significa que ele seja santo)” é porque, ainda que ele tenha suas falhas, ele encarna este papel como nenhum outro político consegue.

Se havia no passado (e ainda há) uma crise de representatividade, agora não há mais com o Bolsonaro. Ele é o único que consegue encarnar o espírito do brasileiro de “estar contra quase tudo que está aí”. Se o governo está sendo destrutivo, é porque o brasileiro assim o quer, pois ele está cansado das negociatas e das “respeitáveis instituições” que, apesar de toda pompa, se rendem sempre a interesses excusos.

É uma tentativa – claro que pode dar errado e ficar pior – mas é um chacoalhão. Não seria elegendo candidatos moderados (seja à esquerda ou à direita) que a população conseguiria mudar alguma coisa.

Desde as manifestações de rua de 2013 talvez, o brasileiro deixou de ser ingênuo assim.

Tentar diminuir o poder do estado é ser anti-democrático? Desregulamentar e liberalizar normas e procedimentos em prol de um desenvolvimento + acelerado é ser anti-democrático?

Repare: tudo isto que estou escrevendo não significa que eu abrace apenas este lado – estou apenas apontando esta outra face da moeda porque vc já apontou a face primeira.

Abraços!

Oie, Renato.
Primeiramente, fica claro o seu posicionamento, pode ficar tranquilo. É que hoje parece que falar de política é “pisar em ovos”. Os seus pontos são relevantes e importantes.
a) Veja, os EUA tiveram que sentar até mesmo com o Talibã. E fizeram isso logo depois da queda do regime teocrático. Não existe uma solução no Oriente Médio que não passe pelo Irã. Não existe uma solução para o problema nuclear da Coréia do Norte que não passe pela China. E veja, eu não acho que nem desses atores, a exceção do Talibã, seja “bandido”.
a.1) O problema, se me permite, na sua fala de não se sentar com “bandidos” é que transforma a política e os políticos em bandidos necessariamente. Pode não ser essa a ideia vendida (e atualmente até o é), mas é o que ela representa. E quando alguém vira “bandido” apenas porque não concorda com determinada posição, ideologia, etc? Destrói-se a possibilidade de diálogo, e em última análise da política como meio de resolução de conflitos de forma pacífica.
a.2) Apenas o tempo irá dizer se esse “chacalhão” vai produzir algo de bom para o país. As consequências negativas são evidentes, veremos com o passar da história se consequências positivas irão surgir.

b) Eu não vejo e nunca vi nenhum problema em uma mídia ser parcial. Qual o problema? Desde que fique claro. Não vejo mal de haver uma FOX NEWS e uma CNN. O mal é quando as pessoas se fecham em uma dessas emissoras, e deixam o viés de confirmação e as câmaras de eco mostrarem dominarem as suas percepções.
b.1) O meu ponto foi mais sobre o jornalismo profissional. Custa caro fazer jornalismo sério, muito caro. Deslocar um repórter para fazer uma baita reportagem que precisa de 10 meses de estudo e investigação às vezes dá menos retorno financeiro do que um you tuber alucinado fazendo uma teoria da conspiração qualquer sem eira nem beira. Esse é o problema. A solução para isso, eu não sei. Alguns dizem que será a criação de canais de informação pagos. Nós nos habituamos em receber informação de forma gratuita, como um podcast, por exemplo. Porém, há podcasts que são sérios, e podem trazer informação de muita qualidade, e talvez a saída seja a remuneração desses canais de informação qualificada. Se isso é possível e viável, ninguém sabe ainda.
b.2) E sim, separar fato de opinião é fundamental. Esse meu artigo é uma opinião pessoal minha. Muitos dos artigos que escrevi sobre COVID-19, tentei ao máximo ser fiel aos fatos, independente de minhas opiniões.

É isso, valeu!

Ótimos pontos sobre os EUA! Seu texto, suas palavras, me lembrou o William Waack que trata muito bem sobre estes assuntos de política internacional.

Quando eu me refiro a político “bandido” não é qualquer bandido ou quem pensa diferente de ti. É quem de fato rouba, nível Sérgio Cabral. Não estou falando, por exemplo, de alguém de direita negociar com um Chico Alencar ou Fernando Gabeira (que parecem ser muito probos).

Esta nossa discussão irá recair sobre o que é fazer política sob um ponto de vista: 1) eticamente aceitável ; 2) criminalmente aceitável (no sentido de não haver crime, mas ser contra a ética) ; 3) criminalmente condenável (há crime e pronto)

Eu acredito que falte esta discussão no Brasil e é isto que deveríamos ver nos debates/campanhas eleitorais

A impressão que eu tenho é que, a partir do momento que um cargo de poder (seja ele qual for), seja exercido com ética, ele se torna uma profissão quase como qualquer outra. Assim, é quase como se deixasse ser um cargo “de poder” e sim apenas de grande responsabilidade (e provável grande remuneração – o que não é um problema se devidamente acordado).

Infelizmente a sedução do poder, para muitos, se relaciona com a possibilidade deles cometerem ilícitos e sairem impunes, se assim o desejarem.

Abraços!

Renato, eu entendi o seu ponto. O meu problema é que mesmo sabedor que é isso que você pensou, essa forma de ver o mundo de “não se sentar com bandidos” acaba se metamorfoseando para algo como “bandido é quem pensa diferente”, logo não vou me sentar com esses “bandidos”.
O “3” é inaceitável. O “2” é preciso saber o que você acha ou eticamente aceitável.
Sim, com certeza, precisamos transparência. Mas em tudo. Na mídia, em quem faz pressão por empréstimos no BNDS, na influência dos grupos evangélicos em formulações públicas que se dão fora do parlamento, em grupos organizados de pressão, etc.
Com certeza a luz do dia e o melhor desinfectante para o lençol, assim como para a política.
Abs!

Estou curioso pra saber em quem o autor votaria neste momento.
Criticar é fácil demais, se apoiar em argumentos vazios, mais ainda.
Fale mais sobre o que faria diferente do presidente, no cenário em que vivemos?
E se suas opiniões são tão fodas assim, se candidate rapaz. Vá à luta, e até te apoiaremos.
De críticos querendo derrubar o avião por que não gostam da mensagem do piloto, o Brasil está cheio. E eu estou cheio também.
Abraço.

Olá, amigo!
Quem eu votaria no momento? Não sei, uma melhor opção do que o Bolsonaro basicamente eram todos os candidatos de 2018, e falo isso sinceramente.
Colega, isso foi apenas uma reflexão minha, creio que todos devemos ser livres para fazer as reflexões que acharmos mais adequadas, não concorda? Desde que não passemos certos limites que fazem com que seja possível uma convivência cordial e pacífica.
O que eu faria diferente no cenário em que vivemos? Você não foi específico, mas vou presumir que seja em relação a pandemia. E leve em consideração que sou apenas uma pessoa, não tenho uma equipe me assessorando deixando o meu trabalho mais fácil, mas eu:
a) jamais diria que era uma “gripezinha”, b) aceitaria a opinião técnica emitida por técnicos, c) mostraria empatia pelo sofrimento alheio, d) iria à televisão não para falar do Drauzio Varela ou da rede Globo (num dos discursos presidenciais mais medíocres que eu já presenciei) mas falaria que o país iria passar por tempos difíceis, que a ameaça ainda não era completamente entendido pela ciência, e que o governo iria se esforçar ao máximo para equilibrar a situação econômica com a sanitária, e) jamais iria numa manifestação com malucos pedindo AI5, fechamento de STF, f) muito menos iria numa manifestação dessa no meio de uma pandemia, onde a parte técnica do governo dizia que isso não deveria ser feito, g) não insistiria num medicamento quando as evidências científicas não apontassem para a sua eficácia, h) não demitiria dois ministros da saúde no meio de uma pandemia por causa de um medicamento, i) teria um ministro da saúde no meio de uma pandemia, não um ministro interino, j) lideraria o país, especialmente as pessoas contrárias, não se é presidente para quem só o apóia, se é presidente para todos.

Acho se ele começasse com isso, já seria um bom sinal.
Se as minhas opiniões são fodas eu deveria me candidatar? Qual é a relação entre uma coisa e outra? Eu, sinceramente, não compreendi.
Sim, eu percebo que muitas pessoas “estão cheias”, estão realmente furiosas.
Apenas espero que isso não se transforme num movimento político maior.
Um abs, e agradeço o seu comentário!

Você está muito sensível pra qualquer coisa que o Bolsonaro fale. Parece aquele povo histérico, com a panela pronta pra bater.

O sujeito não tem o dom da oratoria, e diferente do que disse, o Trump é meio chucro nas palavras.

Sugiro você atentar mais nas ações do que nas palavras do presidente. Fale do Guedes que combina mais com o seu estilo técnico, pois na política, todos estão meio contaminados.

Olá, John.
Eu não vejo problemas algum na sensibilidade. Aliás, talvez é o que falta na vida de muitas pessoas, especialmente homens.
Sobre panelas batendo, essa história começou com a Dilma. Se você considerar o povo naquela ocasião histérico também o argumento daí fica coerente.
Sim, o Trump é um pouco “chucro’ sim, mas é que comparando ao nosso presidente, ele vira o rei da oratória.
O Ministro da Economia é alguém com conhecimento, que vem diminuindo em tamanho semana após semana no meio dessa crise. Mas, oxalá que as coisas mudem, e eles estejam preparados para conduzir o país numa boa direção, eu acho difícil.
Um abraço e agradeço o seu comentário!

Olá, Moisés!
Então, está no link do texto. Leva ao artigo que escrevi no meu antigo blog chamado pensamentos financeiros.
Um abs!

Olá Soul!

Seu site já está add ao blogroll lá no Investidor Inglês! Eu até pensei em responde a este seu post lá no meu blog, mas falar sobre politica ultimamente não está me atraindo.

Mesmo assim, vou trazer aqui o que acho disso tudo.

Antes, muito boa sua critica quanto ao Governo Bolsonaro.

Bom, eu votei no Bolsonaro já em primeiro turno apesar de ser muito mais simpatizante do Amoedo. Fiz isso pois via a chance de tudo terminar de uma vez, eliminando a necessidade do 2 turno.

E se tenho vergonha disso? Não!

É o sistema que temos. Escolhemos um candidato que mal conhecemos (ou não, há opção do voto nulo/branco).

Já quanto a arrependimento, sim, isso eu digo que estou. Se pudesse voltar no tempo, meu voto com certeza seria branco/nulo. Simplesmente meu voto não iria para ninguém tão é minha decepção com políticos.

Sobre o que me fez votar nele, foi a falacia de;
– escolher ministros sem pactos (que por sinal isso já não existe, vide a seu aproximação ao centrão),
– enxugar o estado
– reformas visando a melhoria dos negócios (um pouco motivado pelo Guedes)

Esses três pontos me fizeram votar nele, pois não via isso nos outros candidatos com chances de ganhar.

Passado um ano de seu governo, também acredito que o pr deixou passar os preciosos 180 dias de inicio para mostrar a que veio.

No fim, mostrou sim ao que veio. Ser o mais do mesmo. E com chances claríssimas de ser pior ainda do que isso.

Pois em seu primeiro ano, vimos uma reforma da previdência tomar todo o espaço. Pouca coisa fora disso se viu aprovar. (De relevante só lembro da MP da Liberdade Econômica)

E isso já me fez “murchar”. O tão falado Guedes, pra mim, é uma decepção. Um critico certa vez falou que “o ministro da economia é excelente em palestrar.”

Hoje eu concordo com este critico. Pois o que vemos é apenas os belos discursos dele sobre nossos problemas. Quanto a soluções, cadê?

Enfim, ai chegou a pandemia e estamos presenciando o problema em se eleger qualquer um. Ou como é de costume, o que achamos menos pior.

Enquanto nosso sistema se der dessa forma, a escolha de Bolsonaros, Dilmas e Lulas continuarão sem fim. E com isso o pais do futuro continuará o eterno país do futuro.

Abraço!

É, Investidor Inglês. Seguimos caminhando, lendo mais, nos exercitando, aprendendo mais sobre a vida, é o melhor caminho.
Um abs amigo!

Votei no segundo turno e lamento profundamente! Admito que cai na narrativa Bolsonarista e vou levar esse aprendizado pelo resto da vida. O sentimento é uma mistura de tristeza e decepção comigo mesmo. O histórico de alguém vale mais do que palavras vazias. Infelizmente, Bolsonaro não pensa no pais e possui características totalitárias que nos custarão caro. O texto foi muito feliz em caracterizar a tragédia em que nos metemos!

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